O segundo dia do Curso de Verão de Biotecnologia, organizado pelo CiB – Centro de Informação de Biotecnologia e pela Universidade de Évora, decorre na Universidade de Évora, instituição que acolhe esta iniciativa pela primeira vez, após quatro edições consecutivas realizadas na Universidade de Coimbra.
O curso teve início ontem com a receção dos participantes e uma sessão de boas-vindas, seguindo-se uma palestra de abertura dedicada à inovação em biotecnologia vegetal, que abordou o percurso da cultura in vitro à edição genética. Ao longo da manhã, os participantes assistiram ainda a apresentações sobre a inovação biotecnológica aplicada ao medronheiro, as novas técnicas genómicas para o desenvolvimento de resistência a vírus em tomate e a valorização de espécies mediterrânicas através da biotecnologia vegetal.
Durante a tarde, houve lugar para a componente prática do curso. Divididos em dois grupos, os participantes contactaram com técnicas de cultura in vitro e de biologia molecular, realizaram uma visita às instalações laboratoriais e participaram em atividades de preparação de meios de cultura e de extração de DNA.
Tal como ontem, o programa desta manhã decorre no Anfiteatro 1 do Colégio Luís António Verney, é dedicado a um conjunto de palestras que evidenciam o contributo da biotecnologia para a valorização sustentável dos recursos naturais e para o desenvolvimento de soluções inovadoras nos setores agroflorestal e agrícola.

Os participantes têm a oportunidade de conhecer os mais recentes avanços na genómica funcional da formação da cortiça, explorar o potencial da valorização de resíduos agroflorestais para o desenvolvimento de materiais avançados no contexto da bioeconomia sustentável e descobrir como a biotecnologia está a contribuir para a valorização do cardo, uma planta emblemática da região mediterrânica.
A manhã prossegue com apresentações dedicadas às abordagens biotecnológicas para promover a sustentabilidade e a resiliência da videira, bem como às técnicas de morfogénese in vitro aplicadas a variedades tradicionais de oliveira, destacando o papel da biotecnologia na conservação e melhoria de culturas de elevada importância económica e ambiental.
Durante a tarde, os participantes regressam ao Edifício António Santos Júnior, no Pólo da Mitra, para dar continuidade às atividades práticas. Mantendo a divisão em dois grupos, os participantes irão trocar de atividade relativamente ao dia anterior: o Grupo I realizará as sessões de introdução às técnicas de biologia molecular e de extração de DNA, enquanto o Grupo II participará nas atividades de introdução à cultura in vitro e de preparação de meios de cultura. Esta organização permite que todos os participantes contactem com o conjunto das técnicas laboratoriais previstas no programa.
Este segundo dia proporciona aos participantes uma visão abrangente das múltiplas aplicações da biotecnologia na investigação e na inovação.
O artigo foi publicado originalmente em CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.












































