A apresentação da Estratégia Água que Une veio mostrar que o país está finalmente a olhar para a água como uma prioridade nacional.
Num tempo em que as secas são mais frequentes, a chuva mais irregular e as alterações climáticas uma realidade que ninguém pode ignorar, investir na gestão da água deixou de ser uma opção. Passou a ser uma necessidade.
A estratégia apresentada pelo Governo é ambiciosa. Envolve centenas de milhões de euros em investimentos, novas infraestruturas, reforço da capacidade de armazenamento, maior eficiência dos sistemas existentes e uma visão integrada para responder aos desafios das próximas décadas.
Mas todos sabemos que uma estratégia vale aquilo que for capaz de executar.
Portugal tem um longo historial de bons planos que ficaram pelo caminho. Por isso, tão importante como definir uma estratégia é escolher quem a vai concretizar.
É neste contexto que vejo com satisfação a escolha de José Macário Correia para liderar a AdP Áqua, a empresa do Grupo Águas de Portugal que terá um papel decisivo na execução de grande parte destes investimentos.
Essa visão é hoje mais importante do que nunca.
A água é provavelmente o melhor exemplo da necessidade de conciliar diferentes interesses. É necessária para as populações, para a agricultura, para a indústria, para o turismo e para os ecossistemas. Gerir este recurso exige equilíbrio, conhecimento técnico, capacidade de diálogo e sentido prático.
Macário Correia reúne essas qualidades.
Conhece profundamente o território nacional. Conhece as dificuldades do mundo rural. Compreende as preocupações ambientais. Tem experiência na administração pública. E, sobretudo, sabe que entre anunciar uma obra e concretizá-la existe um caminho muitas vezes difícil que exige persistência, capacidade de decisão e liderança.
A Estratégia Água que Une representa uma oportunidade histórica para preparar Portugal para um futuro mais resiliente. Uma janela que se abriu e que não a podemos deixar fechar. Os investimentos previstos terão impacto durante décadas e serão determinantes para a competitividade da nossa economia e para a qualidade de vida das próximas gerações. Sem água não há futuro.
É por isso que a liderança destes projetos não pode ser entregue a qualquer pessoa.
Na minha opinião, o Governo fez uma escolha acertada.
Nem sempre o homem certo aparece no momento certo. Desta vez, tenho a convicção de que isso aconteceu.
Para uma missão desta dimensão e desta importância para o país, José Macário Correia é, efetivamente, o homem certo no lugar certo.
Agora, é por as mãos à obra!
Coordenador do Observatório da Agricultura da SEDES











































