O Governo dos Açores vai duplicar o armazenamento de água à lavoura na zona central da ilha de São Miguel, com uma obra orçada num milhão de euros, financiada pelo Fundo Ambiental, revelou hoje o secretário regional da Agricultura.
“Este protocolo representa um investimento estruturante na agricultura de São Miguel e traduz uma aposta clara no reforço da segurança hídrica das explorações”, afirma o secretário regional da Agricultura e Alimentação do executivo PSD/CDS-PP/PPM, António Ventura, citado em comunicado.
A tutela da Agricultura e o Instituto Regional de Ordenamento Agrário (IROA) celebraram um protocolo de colaboração técnica e financeira com o Fundo Ambiental, no valor de um milhão de euros, para a construção de uma célula de armazenamento de água da Lagoa das Contendas.
Segundo o executivo, o Sistema Integrado de Abastecimento de Água à Lavoura do Perímetro de Ordenamento Agrário da Zona Central da ilha de São Miguel conta atualmente com duas células de armazenamento com capacidade conjunta de 25 mil metros cúbicos.
Este sistema assegura o abastecimento de água à lavoura no concelho de Vila Franca do Campo e em parte do concelho da Ribeira Grande, abrangendo “cerca de 850 explorações agrícolas, 42 mil animais e aproximadamente 4.500 hectares de superfície agrícola útil”.
A terceira célula, que será construída num terreno contíguo ao atual complexo da Lagoa das Contendas, “acrescentará cerca de 25 mil metros cúbicos de armazenamento, duplicando assim a capacidade total do sistema para os 50 mil metros cúbicos de água”.
O Governo Regional justifica o reforço com “o aumento do consumo pelo setor” e a “redução da disponibilidade hídrica”, que fazem com que a capacidade instalada se revele “insuficiente, sobretudo em situações de escassez de precipitação ou perante interrupções temporárias na captação e distribuição”.
O titular da pasta da Agricultura sublinha que o executivo está a “criar capacidade para armazenar mais água e, simultaneamente, a preparar o setor agrícola para responder melhor aos períodos de escassez e aos efeitos das alterações climáticas”.
“Garantir água à lavoura é garantir condições para produzir, dar estabilidade aos agricultores e contribuir para a sustentabilidade e competitividade do setor. Investir na segurança hídrica é investir no futuro da agricultura açoriana”, reforça.
O protocolo assinado produz efeitos imediatos e vigora até 31 de dezembro de 2028.












































