Condeixa-a-Nova já eliminou 140 ninhos de vespa asiática desde janeiro

Condeixa-a-Nova já eliminou 140 ninhos de vespa asiática desde janeiro

“Esta tarefa está longe de estar terminada, sendo necessário continuar a atuar no combate a esta praga com critério e sem alarmismos. É da máxima importância o empenho de todos os munícipes na deteção de ninhos de vespa asiática para tentarmos reduzir o perigo da sua dispersão”, apelou Nuno Moita da Costa, presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, através de um comunicado enviado à agência Lusa.

A câmara, que diz que desde agosto o problema se intensificou, vai “continuar a investir em equipamento para a equipa do Serviço Municipal de Proteção Civil poder dar mais e melhor resposta, salvaguardando a segurança dos munícipes”, a maior preocupação da autarquia.

O município anunciou também a aprovação da candidatura ao Fundo Florestal Permanente para as ações de combate, controlo e vigilância da vespa velutina, vulgo vespa asiática.

“A equipa do Serviço Municipal de Proteção Civil assumiu em 2018 o combate à vespa velutina, removendo com sucesso os ninhos identificados. Contudo a dispersão da espécie para sul tem afetado o concelho de Condeixa-a-Nova que viu, este ano, a espécie alastrar de modo descontrolado”, diz este município do distrito de Coimbra.

A autarquia alerta igualmente que o “aumento da capacidade de resiliência da espécie, com períodos de hibernação cada vez mais reduzidos, tem provocado um aumento de ninhos e a necessidade do seu combate durante o ano inteiro”.

“Este ano, há registo de remoção de ninhos ativos em todos os meses, atividade que se intensificou no período de verão, em especial desde o início de agosto até à presente data com a retirada de cerca de 100 ninhos dos 140 já intervencionados desde janeiro”, sublinha a Câmara.

Este aumento significativo de ninhos no concelho nos últimos meses, refere ainda a Câmara, “tem condicionado a intervenção da equipa.

“Todas as semanas são reportados mais 10 a 15 ninhos, o que nos obrigou a priorizar a intervenção nas áreas urbanas, atuando no período noturno. Em alguns casos, pela sua localização, há necessidade de requerer equipamento específico a outras entidades”, revelou António Ferreira, vereador com o pelouro da Proteção Civil, citado no mesmo comunicado.

O artigo foi publicado originalmente em SAPO 24.

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