O SinFAP – Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil, realizou uma deslocação oficial à Comissão Europeia, integrando uma delegação composta por Sapadores Florestais, Vigilantes da Natureza, Guardas Florestais da GNR, Sapadores Bombeiros Florestais e Bombeiros Voluntários, com o objetivo de expor a realidade vivida por estes profissionais em Portugal.
Esta iniciativa teve como principal propósito alertar as instituições europeias para as condições de trabalho exigentes e, em muitos casos, desadequadas enfrentadas por aqueles que desempenham funções essenciais na proteção da floresta, prevenção de incêndios e conservação da natureza.
Durante a visita, o SinFAP destacou a falta de reconhecimento efetivo do desgaste físico e psicológico associado a estas profissões, sublinhando que as funções exercidas implicam riscos elevados, exposição prolongada a condições adversas e uma exigência contínua ao longo da carreira.
No âmbito desta ação, o SinFAP formalizou ainda a entrega de uma queixa junto da Comissão Europeia, denunciando a ausência de enquadramento legal adequado noque diz respeito ao regime de desgaste rápido para Sapadores Florestais e Bombeiros.
O sindicato considera que esta omissão representa uma falha grave na proteção dos direitos destes trabalhadores, colocando em causa princípios fundamentais de justiça laboral e igualdade.
O sindicato tem a decorrer uma petição publica sobre esta matéria, e que culimará em ações de rua a nível nacional, envolvendo a comunidade civil numa altura em que nos preparamos para a ativação de mais um Dispositivo de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), com o objetivo de reunir 10 mil assinaturas para levar novamente este assunto à Assembleia da República.
O SinFAP reforça que continuará a lutar, a nível nacional e europeu, pelo reconhecimento pleno destas profissões, exigindo melhores condições de trabalho, valorização das carreiras e medidas concretas que garantam a dignidade e segurança de todos os profissionais envolvidos na defesa da floresta e do património natural.
Fonte: SinFAP












































