Portugal continental regista desagravamento da seca meteorológica em outubro

Portugal continental regista desagravamento da seca meteorológica em outubro

Portugal continental registou no final de outubro um desagravamento da situação de seca meteorológica em todo o território em relação a setembro, segundo o último boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

No final de outubro, apenas 12,4% de Portugal continental estava em seca fraca, enquanto 45,5% estava em situação normal e 42,1% em chuva fraca, de acordo com o índice meteorológico de seca (PDSI) disponível no `site` do IPMA.

Os dados indicam que no final de outubro verificou-se um desagravamento significativo da área e da intensidade da situação de seca meteorológica em todo o território, terminando mesmo nas regiões Norte e Centro e no Alto Alentejo.

Nas regiões do Baixo Alentejo e Algarve ainda se mantém a classe de seca fraca em muitos locais.

No final do mês de outubro, verificou-se um aumento generalizado em todo o território dos valores de percentagem de água no solo.

O instituto classifica em nove classes o índice meteorológico de seca, que varia entre “chuva extrema” e “seca extrema”.

De acordo com o IPMA, existem quatro tipos de seca: meteorológica, agrícola, hidrológica e socioeconómica.

A seca meteorológica está diretamente ligada ao défice de precipitação, quando ocorre precipitação abaixo do que é normal.

Além do índice de seca, o Boletim Climatológico do IPMA, indica que o mês de outubro foi classificado como frio e chuvoso, sendo o 2.º mais frio dos últimos 20 anos (outubro de 2003 foi o pior).

O valor médio da temperatura média do ar (15,36 graus Celsius) foi inferior ao normal.

Segundo o IPMA, o valor médio da temperatura mínima do ar (9,88 graus), foi -1,31 graus inferior ao valor normal, sendo o 9.º mais baixo desde 1931 e o mais baixo dos últimos 20 anos.

Já o valor médio da temperatura máxima do ar (20,84 graus) foi o 3.º valor mais baixo desde 2000.

De acordo com o boletim, o mês de outubro foi marcado por alguma variabilidade nos valores de temperatura do ar, sendo a temperatura média em geral inferior ao valor normal mensal, exceto entre os dias 6 e 11 de outubro.

O menor valor da temperatura mínima no continente foi registado no dia 15 em Miranda do Douro, distrito de Bragança, (-0,9 graus Celsius) e o maior valor da máxima (32,8 graus) em Alvalade (Setúbal) em 8 de outubro.

O IPMA indica também que o valor médio da quantidade de precipitação em outubro, 119,7 milímetros, corresponde a 120% do valor normal 1971-2000 (98,2 milímetros).

Nos dias 19 e 20 de outubro, ocorreram valores de precipitação muito elevados, em todo o território, mas em particular nas regiões do Centro e Sul, associados à aproximação e passagem da depressão Bárbara.

Segundo o IPMA, foram ultrapassados os maiores valores diários de precipitação nas estações meteorológicas de Évora, Portalegre, Portel (Évora), Zebreira (Castelo Branco), Tomar (Santarém), Figueira de Castelo Rodrigo (Guarda) e Viseu.

O maior valor de precipitação foi registado em 20 de outubro em Portalegre com 150,1 milímetros.

O maior valor mensal da quantidade de precipitação em outubro foi registado na estação meteorológica de Covilhã, distrito de Castelo Branco, (282,8 milímetros), e o menor valor na de Albufeira, Faro, (32,2 milímetros).

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