Governo quer terminar o ano com 100% dos fundos comunitários comprometidos

Governo quer terminar o ano com 100% dos fundos comunitários comprometidos

O Governo pretende ter 100% dos fundos do atual quadro comunitário comprometidos até ao final do ano, afirmou esta quinta-feira, em Coimbra, a secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Maria do Céu Albuquerque.

“Neste momento, o [quadro comunitário] Portugal 2020 tem uma taxa de execução à volta dos 30% dos fundos e tem um compromisso de 70% dos fundos. Queremos antecipar os compromissos destes fundos num ano e chegar ao final de 2019 com 100% dos fundos comprometidos”, afirmou a secretária de Estado, que falava aos jornalistas durante um pequeno-almoço com a comunicação social, no hotel Tivoli, em Coimbra.

Segundo Maria do Céu Albuquerque, este objetivo justifica-se com o facto de o Governo sentir “a procura [pelos fundos]” e de que pode ir “mais longe”. “Queremos criar condições para que isso aconteça”, vincou, salientando que, à imagem de 2018 — em que se registou um aumento de 57% na taxa de execução de fundos face a 2017 — também este ano o Governo pretende garantir que esse esforço continua.

Sobre o investimento no interior do país, a secretária de Estado salientou que, dos cinco mil milhões de euros adicionais previstos na reprogramação do Portugal 2020 para o investimento empresarial, cerca de 35% (1,7 mil milhões de euros) serão destinados a territórios de baixa densidade.

Maria do Céu Albuquerque referiu que o investimento empresarial nos territórios de baixa densidade do país apoiado pelo quadro comunitário cifrava-se em 22% em 2016, tendo aumentado para os 27% em 2018.

A expectativa, frisou, é que até ao final do Portugal 2020 seja possível assegurar que o investimento empresarial nos territórios de baixa densidade apoiado pelo quadro comunitário represente 30% do total do investimento empresarial.

“Isto ajuda-nos a manter uma perspetiva positiva e autoestima de quem está no interior do país” e que pretende ter “condições para querer continuar a fazer este tipo de investimento”, sublinhou.

O artigo foi publicado originalmente em ECO - fundos comunitários.

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