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O ministro da Agricultura e Mar defendeu hoje, em Lisboa, que os azeites portugueses estão entre os melhores do mundo, mas vincou que existe espaço para crescer no mercado europeu, mas também nos EUA ou no Brasil.
“No setor do azeite há muita tecnologia, agricultura de precisão, lagares moderníssimos, conhecimento e formação. Somos dos melhores do mundo e nem sempre temos essa consciência, mas há espaço de crescimento”, afirmou José Manuel Fernandes, em declarações à Lusa, à margem do Congresso Mundial do Azeite, que decorre em Lisboa até sexta-feira.
Para o ministro, o facto deste congresso decorrer em Portugal é o reconhecimento da excelência do país e, em particular, deste setor, onde tem havido “um crescimento brutal” em termos de produção e de produtividade.
José Manuel Fernandes disse que Portugal tem de reforçar os mercados nos quais o azeite nacional já está presente, mas considerou existirem oportunidades de crescimento não só na Europa, mas também no Brasil e nos EUA.
Questionado se os problemas relacionados com a falta de mão-de-obra e com a instabilidade gerada pela guerra no Médio Oriente podem afetar este crescimento, o governante negou esta possibilidade e falou da mecanização do setor, mas também da “via verde para a imigração”, um serviço de migração laboral regulada, através do qual são submetidos pedidos de visto de trabalho para cidadãos estrangeiros, que considerou estar a correr muito bem.
Contudo, o titular da pasta da Agricultura assinalou que o aumento dos custos para os produtores de azeite, devido à guerra, “é uma evidência” e que, por isso, é necessário continuar a apoiar os agricultores.
Ainda no que diz respeito ao crescimento do setor, o antigo eurodeputado defendeu a importância da investigação para o combate às doenças que afetam o setor agroalimentar e causam estragos na produção.
Por outro lado, defendeu novas tecnologias de melhoramento das plantas, de modo a que estas se tornem mais resistentes à falta de água, ao vento e a doenças.
“A União Europeia tem a obrigação de ter soluções e de disponibilizá-las à escala global”, insistiu.
José Manuel Fernandes referiu ainda que Portugal deve promover-se, mostrando ao exterior as suas empresas.
“O azeite faz parte do nosso modo de vida, é milenar e a oliveira é uma árvore inspiradora e um símbolo universal”, rematou.
Portugal recebe, entre hoje e sexta-feira, o ‘Olive Oil World Congress’ (OOWC), o maior evento dedicado ao setor do azeite, que vai reunir investigadores, produtores e empresas de vários países.
O evento, organizado pela Agrifood Comunicación, terá lugar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, depois de uma primeira edição realizada em Madrid, em 2024.
O programa inclui o debate de temas como o futuro do setor, incluindo a adaptação às alterações climáticas, a digitalização e a aplicação da inteligência artificial.
Segundo dados avançados pelo Governo, para a campanha de 2025/2026 estima-se uma produção de cerca de 179.000 toneladas, um valor semelhante ao ano anterior.














































