A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) vai investir quase quatro milhões de euros (ME) numa empreitada de reconstrução e reperfilamento do aterro exterior do canal condutor geral do Mondego, conhecido como canal de rega, foi hoje anunciado.
A obra de “reconstrução do canal condutor geral em vários troços, incluindo reperfilamento do aterro exterior entre Pereira e a estação elevatória do Foja”, desenrola-se ao longo de 15 quilómetros, entre o limite oeste do município de Coimbra, atravessando toda a zona ribeirinha do Mondego no concelho de Montemor-o-Velho até junto da fronteira leste com o município da Figueira da Foz.
O canal condutor geral, localizado na margem direita do rio, integra a infraestrutura de aproveitamento hidroagrícola daquela região, permitindo o fornecimento de água ao regadio do Baixo Mondego, mas também às indústrias de celulose, produção de energia e abastecimento público localizadas a jusante e a sul.
O contrato com a construtora Conduril – Engenharia, no valor de cerca de 3,2 ME + IVA (o que soma mais de 3,9 ME) foi assinado a 15 de junho, publicado hoje no portal Base de contratos públicos e tem um prazo de execução de 180 dias, cerca de seis meses.
O contrato foi adjudicado por ajuste direto “ao abrigo do regime excecional e temporário de simplificação administrativa e financeira destinado à reconstrução e reabilitação de património e das infraestruturas localizadas nos concelhos afetados pela tempestade Kristin”.
A agência Lusa tentou ouvir o presidente da APA, José Pimenta Machado, sobre esta intervenção, mas o contacto resultou infrutífero.
Esta obra de reconstrução de troços do canal de rega sucede a outras promovidas pela autoridade de Ambiente após as tempestades de janeiro e cheias de fevereiro na zona do Baixo Mondego, as quais, em conjunto, orçam em cerca de 14 ME.
Em maio ficou concluída a intervenção na reparação do rombo do dique da margem direita do Mondego – que colapsou naquele local junto à autoestrada 1 (A1) – com reconstrução do canal de rega adjacente, entre outros trabalhos de limpeza e manutenção.
Já no início de 2027 deverá ser feita a limpeza e manutenção das margens do canal central do rio, obra orçada em mais seis milhões de euros, totalizando em cerca de 20 ME as intervenções previstas para a zona do Baixo Mondego.














































