O diretor executivo do Conselho Oleícola Internacional disse à Lusa que a tecnologia e, em particular, a Inteligência Artificial é uma realidade no setor agrícola, desde as explorações até à indústria e, em particular o olival é altamente mecanizado.
“A tecnologia e a inteligência artificial são fundamentais para todos os setores [da agricultura] e, em particular, no setor da azeitona a sua incorporação tem sido muito dinâmica, desde logo, através da mecanização”, afirmou o diretor executivo do Conselho Oleícola Internacional (COI), Jaime Lillo, em declarações à Lusa.
Lillo, que falava, em Lisboa, à margem do Congresso Mundial do Azeite, que decorre em Lisboa, até sexta-feira, precisou que esta tecnologia é utilizada desde as explorações, dos terrenos agrícolas, alterando o próprio método de produção e de colheita, que passa a ser mecanizada e de precisão.
O diretor do COI lembrou que na agricultura são sempre tomadas decisões que têm em conta um conjunto de variáveis para otimizar os recursos e os fatores de produção, daí a importância da incorporação das novas tecnologias.
No entanto, a tecnologia não é apenas utilizada nos campos, mas em todos os processo de produção e inovação, por exemplo, no controlo das temperaturas, o que permite “manter uma excelente qualidade no produto”, mesmo com uma maior produção.
No congresso, Miguel Córdoba xFarm Technologies falou sobre o impacto das novas tecnologias na cultura da oliveira.
Na sessão dedicada ao tema ‘Smart farming no setor do azeite: IA, drones e dados”, o especialista mostrou plataformas que permitem monitorizar parcelas da produção em tempo real, controlar a rega ou detetar pragas.
Este tipo de tecnologia permite ainda planear os trabalhos agrícolas, acrescentou, ressalvando que estas tecnologias são já comuns entre agricultores de grande e média dimensão.
Segundo dados hoje apresentados pelo Observatório Smart AgriFood do Politécnico de Milão, em 2025, o investimento mundial em inovação digital para o setor agroalimentar cresceu 21% para 11.500 milhões de dólares (cerca de 10.094 milhões de euros).
Por sua vez, quatro em cada cinco explorações agrícolas que já adotaram soluções 4.0 querem continuar a investir nestas tecnologias nos próximos anos.
Entre as aplicações mais comuns estão a otimização da rega e da fertilização e a previsão meteorológica.
Portugal recebe, entre hoje e sexta-feira, o ‘Olive Oil World Congress’ (OOWC), o maior evento dedicado ao setor do azeite, que vai reunir investigadores, produtores e empresas de vários países.
O evento, organizado pela Agrifood Comunicación, tem lugar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, depois de uma primeira edição realizada em Madrid, em 2024.
O programa inclui o debate de temas como o futuro do setor, incluindo a adaptação às alterações climáticas, a digitalização e a aplicação da inteligência artificial.
Segundo dados avançados pelo Governo, para a campanha de 2025/2026 estima-se uma produção de cerca de 179.000 toneladas, um valor semelhante ao ano anterior.













































