“A agricultura é, antes de mais, segurança alimentar e comida no prato”, disse o Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, que, com a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, esteve presente na abertura da Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, tendo ambos destacado a importância dos investimentos que estão a ser feito no setor da água.
José Manuel Fernandes afirmou a função estratégica da agricultura na coesão territorial e na segurança alimentar, apontando que Portugal tem 86% de taxa de autoaprovisionamento alimentar, tendo sido recentemente considerado o sistema alimentar “mais resiliente do mundo”.
O Ministro apontou a escassez de mão-de-obra como um dos principais desafios, anunciando que o Governo está a preparar legislação para facilitar a instalação de trabalhadores agrícolas, nomeadamente através de soluções de habitação associadas às explorações.
Rendimento dos agricultores
José Manuel Fernandes lembrou que o Governo aumentou em 50% o apoio ao rendimento base dos agricultores e reforçou em 660 milhões de euros o envelope financeiro do setor. Disse também que, em 2025, foram pagos mais de 1 200 milhões de euros da Política Agrícola Comum (PAC), a que se somam cerca de mil milhões de euros em investimentos do Plano Estratégico da PAC (PEPAC).
E disse que o Banco Português de Fomento tem aprovados mais de 1 100 milhões de euros para projetos ligados à agroindústria e cadeias de valor, o que significa que “estão a chegar recursos importantes” ao setor, incluindo para melhorar o uso da água no valor de 500 milhões de euros.
Investimentos na água
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, destacou os investimentos no sector da água no Alentejo, referindo a barragem do Pisão, “esperada há 70 anos” e atualmente em construção, e o aumento do volume máximo anual de Alqueva de 620 para 730 hectómetros cúbicos, permitindo concretizar o bloco de rega de Moura, há décadas reivindicado.
Maria da Graça Carvalho apontou ainda o lançamento iminente da barragem de Girabolhos, no Mondego, destinada ao controlo de cheias, abastecimento público e produção de energia.
A Ministra sublinhou o trabalho conjunto entre os Ministérios do Ambiente e da Agricultura, apontando medidas conjuntas como os apoios ao pastoreio para redução de combustível florestal, financiados em 30 milhões de euros pelo Fundo Ambiental.
Fonte: Governo















































