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– 15-03-2012 |
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Vila Real: Produtores de maron�s queixam-se da seca e quebra nas vendas
Os produtores de gado maron�s, em Vila Real, alertaram para o risco que corre a ra�a por causa da crise que levou � quebra no consumo de carne e da seca que obriga � compra de comida. Este está a ser um �período terr�vel�, afirma Lic�nio Costa, de Tourencinho, Vila Pouca de Aguiar. Este produtor olha para o lameiro seco e pobre e onde as vacas maronesas procuram arrancar um pouco de erva. �Este regato s� seca no m�s de Agosto e, nesta altura, j� está completamente seco�, explicou. não h� pasto para os animais e, por isso mesmo, Lic�nio Costa vai a Espanha, porque em Portugal j� não h�, comprar fenos, palhas e os cereais, lamentando o facto de antes pagarem �seis c�ntimos por quilo e agora j� custa oito�. Se não chover, o problema para estes agricultores ainda se vai intensificar, porque poder� comprometer a produ��o de alimento para o próximo ano. Este produtor reivindicou �linhas de cr�dito bonificado� para, de imediato, se �atenuar� o problema. No entanto, salientou que � preciso criar solu��es de m�dio e longo prazo, que poder�o passar pela constru��o de represas de �gua nos rios e ribeiros e pela reflorestação. As cerca de 1.300 fam�lias que se dedicam � produ��o de carne maronesa estáo reunidas no Agrupamento de Produtores de Carne Maronesa, que integra a Cooperativa Agr�cola de Vila Real. Virg�lio Alves, dirigente do agrupamento, teme que possa estar �em risco� o futuro desta ra�a aut�ctone. Por causa das dificuldades, muitos produtores poder�o ter que reduzir o efectivo. Depois, este período de escassez poder� Também �trazer consequ�ncias na fertilidade das vacas�. �Vamos ter menos nascimentos, menos animais, quer para o neg�cio da carne e mesmo para a substitui��o dos efectivos � medida que v�o sendo renovados�, salientou, acrescentando que existem cerca de 5.300 vacas em reprodu��o pura. � seca junta-se a crise. Entre Fevereiro e Março verificou-se uma diminui��o do consumo desta carne, que tem Denomina��o de Origem Protegida (DOP), na ordem dos �20 por cento�. �Temos uma diminui��o do consumo, fundamentalmente naquilo que era o nicho de consumo tradicional, que era a classe média. não perdemos clientes, s� que cada cliente diminuiu a quantidade que consome�, salientou Virg�lio Alves. O respons�vel referiu ainda que os restaurantes que normalmente consumiam entre os 80 a 90 quilos de carne por semana, passaram a consumir metade ou até menos. O agrupamento procura agora novos consumidores e restaurantes da gama alta em Lisboa e Porto. A base geogr�fica da explora��o desta ra�a bovina engloba as regi�es naturais das serras do Alv�o e do Março, o vale da Campe�, a veiga de Vila Pouca de Aguiar e a Padrela, num total de 14 concelhos e 300 freguesias. O gado maron�s, que h� mais de mil anos se encontra na regi�o compreendida entre as serras do Alv�o, Março e da Padrela, era um animal selvagem ib�rico que dadas as suas caracterásticas fisiol�gicas foi domesticado pelo homem para o trabalho agr�cola. � um animal t�pico de zonas de montanha, onde os invernos são rigorosos e longos, com plantação em minif�ndios e regi�es onde a mecaniza��o agr�cola � dif�cil. Fonte: Lusa
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