O Régia Douro Park, em Vila Real, recebeu esta terça-feira, dia 7 de julho, com casa cheia, o evento “A transição energética e digital na cadeia de valor da vinha e vinho”, uma iniciativa da Agenda Mobilizadora Vine & Wine Portugal que reuniu representantes das entidades beneficiárias e parceiros institucionais para apresentar os principais resultados alcançados no âmbito do projeto.
A sessão de abertura contou com as boas-vindas de Jorge Ventura, Reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Nuno Augusto, Presidente da Régia Douro Park, Marisa Rio, Diretora da Fraunhofer Portugal AWAM, e José Manso, Presidente da ADVID. Segui-se uma contextualização da Agenda V&W no quadro do PRR e dos desafios de transformação do setor vitivinícola, por Raúl Morais, coordenador científico da Agenda na UTAD. A visão, estrutura, metas globais e o portefólio de novos produtos, processos e serviços da Agenda foram apresentados por Cláudia Martins e Fernando Pinto, da Multisector, entidade que coordena a execução global da Agenda.
Na sessão de abertura, o Reitor da UTAD comunicou oficialmente a distinção de Professor Emérito ao Professor Eduardo Rosa, reconhecendo o seu mérito científico e pedagógico e o seu papel na internacionalização da UTAD, bem como o seu papel impulsionador de projetos nacionais e internacionais estruturantes, onde se inclui a Agenda Vine & Wine Portugal.
Adega do Cedro: automação e neutralidade energética
Um dos momentos centrais do encontro foi a apresentação da nova Adega do Cedro, por Jorge Dias, em representação da Granvinhos, entidade líder da Agenda Vine & Wine Portugal, que se afirma hoje como a adega tecnologicamente mais moderna e automatizada do país. O caso prático, dedicado à automação e à neutralidade energética, evidenciou o contributo da nova adega na resposta a três grandes desafios de transição do setor: ecológica, com uma redução de 50% no consumo de água por litro de vinho produzido; energética, através de uma central fotovoltaica que reduz em 40% as necessidades energéticas da adega; e digital, com elevados níveis de automatização e integração dos processos.
Com capacidade para processar anualmente 8 mil toneladas de uvas provenientes de cerca de 800 viticultores de seis concelhos, a Adega do Cedro apresenta ainda um desenho arquitetónico que respeita a paisagem dos socalcos de vinha envolvente, conciliando a infraestrutura e a tecnologia da nova unidade com a identidade da paisagem duriense.
Esta apresentação surgiu na sequência do painel dedicado à sustentabilidade energética na vinha e na adega, que incluiu também a demonstração dos sistemas híbridos de energia solar e eólica e respetivo potencial de utilização, por Rita Teixeira, da UTAD, e Miguel Barrias e colegas Grupo Greengray.
Inovação em robótica, automação e apoio à decisão
O programa deu ainda destaque à apresentação de algumas das principais inovações da agenda. Joaquim João Sousa, da UTAD, e Filipe Santos, do INESC TEC, apresentaram sistemas de dronetização e robotização desenvolvidos para aplicação na vinha, enquanto Hugo Vieira, da COMMOP, deu a conhecer a Vine&Wine Platform, um sistema avançado e inteligente de apoio à decisão orientado para o setor vitivinícola.
O encontro encerrou, honrando-nos a participação da Drª Alexandra Vilela, Presidente do COMPETE, que nos deu a conhecer os instrumentos de apoio disponíveis para alavancar os resultados gerados pela Agenda Vine & Wine, reforçando assim as vias de financiamento para a adoção no mercado destas inovações.
Fonte: Vine & Wine Portugal














































