A líder do PS/Madeira insistiu hoje na importância de utilizar o pastoreio dirigido à prevenção de incêndios e anunciou que o partido vai apresentar uma proposta na Assembleia Legislativa para regular esta medida.
“Falem com quem sabe, falem com os pastores, falem com quem tem gado, falem com quem anda nas serras há muitos anos, que vê com grande desânimo aquele tipo de intervenção de maquinaria pesada, porque, cada vez que se intervém num desses percursos, o que se está a fazer é potenciar o crescimento da carqueja e da giesta”, disse Célia Pessegueiro na tradicional Festa das Tosquias a decorrer no perímetro florestal das serras do Poiso, nos arredores do Funchal.
A dirigente socialista madeirense afirmou que se não houver uma manutenção efetiva nessas zonas, onde já há descontrolo das invasoras, o trabalho feito “é completamente perdido e, em menos de um ano, fica tudo coberto de vegetação novamente”
Célia Pessegueiro apontou que “a única forma [de controlar] é ter lá o gado, que é um agente de proteção civil”, indicando que o PS vai apresentar uma nova proposta de alteração ao Regime Silvopastoril do arquipélago no parlamento regional.
Reforçou que o pastoreio deve articular o seu potencial com o Sistema Regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais, recentemente aprovado.
A responsável criticou o que considerou ser a “incapacidade do Governo Regional em lidar com o mato que se acumula nas serras da Madeira” e defendeu que, no âmbito do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, o executivo insular “não deve optar apenas pelo uso de maquinaria pesada, mas recorrer ao gado para gerir e criar zonas limpas, que funcionem para proteção civil e a não propagação dos incêndios”.
“A única forma [de controlar] é ter lá o gado, que é um agente de proteção civil”, reforçou.
Complementou que o pastoreio dirigido à prevenção de incêndios “é fundamental para a limpeza das serras, mas também das zonas periurbanas, onde terminam as casas e começa a floresta”.
A líder do PS/Madeira destacou que, apesar da criação das faixas corta-fogo, “não houve o cuidado do Governo Regional em fazer o essencial, ou seja, introduzir o gado e garantir que estes espaços se mantinham limpos ano após ano”.
Ainda desafiou os criadores de gado a fazerem chegar estas reivindicações a quem de direito, porque é necessária uma “intervenção urgente para mudar alguma coisa na nossa Região”.











































