A proteção da natureza vai ganhar um novo impulso com um investimento de 3 milhões de euros em 18 projetos que reforçam a cogestão das áreas protegidas em todo o país. A Agência para o Clima (ApC), entidade responsável pela gestão dos instrumentos de financiamento do Ministério do Ambiente e da Energia, aprovou o apoio a iniciativas que chegam de norte a sul do país e abrangem alguns dos mais emblemáticos territórios naturais nacionais. As intervenções apostam na conservação da biodiversidade, na valorização do património natural, no turismo de natureza, na educação ambiental e numa maior participação das comunidades locais na gestão das áreas protegidas.
A resposta ao programa voltou a demonstrar o interesse das entidades locais pela cogestão das áreas protegidas. Das 29 candidaturas apresentadas, 27 reuniram os critérios de elegibilidade. A decisão final contempla o financiamento de 18 iniciativas — 15 com apoio integral e três com apoio parcial —, num investimento global de 3 milhões de euros.
Os investimentos aprovados abrangem áreas protegidas de norte a sul do país e resultam de parcerias entre municípios, associações de desenvolvimento, organizações não-governamentais e outras entidades locais. As iniciativas incluem ações de conservação da natureza, recuperação e valorização do património natural, promoção da biodiversidade, educação ambiental, dinamização do turismo sustentável e consolidação do modelo de cogestão das áreas protegidas.
Para a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, este investimento demonstra que a proteção da natureza depende de uma estreita colaboração entre o Estado, as autarquias e as comunidades locais.
“As áreas protegidas são um dos maiores ativos naturais de Portugal e a sua preservação exige o envolvimento de quem vive, trabalha e investe nestes territórios. Estes projetos mostram que é possível conciliar conservação da natureza, desenvolvimento local e criação de oportunidades para as comunidades, através de um modelo de gestão mais participado, mais próximo e mais eficaz”, sinaliza Maria da Graça Carvalho.
Os 18 projetos aprovados representam um investimento global de 3 milhões de euros e distribuem-se pelas seguintes entidades:
| Entidade | Financiamento aprovado |
| Companhia das Lezírias, S.A. | 200 mil € |
| Município de Portalegre | 200 mil € |
| AEPGA – Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino | 200 mil € |
| Associação Geopark Estrela | 199,9 mil € |
| Associação de Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira | 199,8 mil € |
| ADIRN – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte | 199,8 mil € |
| Município de Bragança | 199,8 mil € |
| ADSAICA – Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros | 199,5 mil € |
| Município de Odemira | 198,7 mil € |
| ADERE-PG – Associação de Desenvolvimento das Regiões do Parque Nacional da Peneda-Gerês | 198 mil € |
| ADPM – Associação de Defesa do Património de Mértola | 196,5 mil € |
| Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) | 193,8 mil € |
| Associação de Municípios do Douro Superior | 185,6 mil € |
| Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, I.P. | 143,6 mil € |
| Vertigem – Associação para a Promoção do Património | 78,1 mil € |
| Município de Condeixa-a-Nova | 68,7 mil € |
| Câmara Municipal de Coimbra | 68,7 mil € |
| Município de Vila Real | 68,7 mil € |
Fonte: Gabinete da Ministra do Ambiente e Energia













































