O leite faz bem… à economia – produção gera 712 milhões de euros e garante 50 mil empregos

Agri Milk Show reúne na Exponor sectores do agro-negócio

 

O leite faz bem… à economia

 

– produção gera 712 milhões de euros e garante 50 mil empregos

 

Evidenciar os benefícios do leite para a saúde e para a economia, reunir agentes económicos e galvanizar um sector que tem passado por alguns constrangimentos são alguns dos principais objectivos da criação de um evento em moldes inovadores: o Agri Milk Show – Feira Internacional do Agro-Negócio, Leite e Alimentação, cuja estreia acontece na Exponor, entre 3 e 6 de Novembro.

“O nascimento do Agri Milk Show era já essencial para este sector que, só na produção de leite, representa 712 milhões de euros a nível nacional, acrescidos dos 1,3 mil milhões de euros do volume de negócios da indústria de lacticínios, que garante 50 mil postos de trabalho”, defende Carlos Diogo, Presidente da APCRF – Associação Portuguesa de Criadores de Raça Frísia, co-organizador, juntamente com a IS INTERNATIONAL, do Agri Milk Show.

“O evento vai muito além de uma feira agrícola ou leiteira, ainda que inclua ordenha de vacas ao vivo e o concurso da raça Holstein-Frísia, pois aposta na captação do interesse do público, através de um showcooking, por exemplo, mas também nas vertentes formativa e de divulgação por meio de uma série de palestras e da exposição com forte componente tecnológica”, aponta Miguel Corais, da organizadora de eventos IS INTERNATIONAL e director da feira.

Daí que o responsável sublinhe que “era manifestamente necessária uma feira mais abrangente e que pudesse comunicar não só com os profissionais, mas também com o público consumidor”.

Nesse sentido, e tendo até em conta a divulgação frequente de estudos contraditórios sobre o consumo de leite, uma das prioridades do evento é “clarificar as suas qualidades nutritivas e reposicionar este produto na mente do consumidor”, destaca, por seu lado, Carlos Diogo Salgueiro. “Este é um produto que faz falta numa dieta saudável”, assegura o mesmo responsável, recordando a tradição do sector no nosso País, onde existem 5 mil produtores de leite e um efectivo de 234 mil vacas, sendo o total da produção de 1,867 milhões de litros.

Grande parte dos produtores e o universo dos lacticínios e do sector leiteiro estão, por isso, presentes na feira, onde a Proleite, a Agros e a Lacticoop vão organizar ordenha de vacas ao vivo, todos os dias do evento, com um veículo a recolher o leite, criando assim para o público momentos de atracção suplementar que são, simultaneamente, lúdicos e didácticos.

Paralelamente, a Escola Profissional de Ponte de Lima realiza um showcooking, onde os principais ingredientes são os produtos lácteos, enquanto a Associação Portuguesa de Criadores de Raça Frísia promove um concurso nacional da principal raça leiteira.

Por outro lado, a estreia do Agri Milk Show, onde são esperados cerca de 10 mil visitantes (o bilhete custa 3 euros), destaca-se também por ter uma forte componente agrícola com enfoque na vertente da inovação tecnológica, considerada factor-chave no desenvolvimento e na competitividade das explorações.

Contribuir de forma decisiva para a preparação dos agentes do sector leiteiro e do agro-negócio face à abertura global dos mercados, valorizando a capacidade instalada e o avançado know-how já existente, são igualmente prioridades da feira, cujo programa abrange vários seminários e workshops sobre temas como robotização, reprodução, genética e nutrição animal. “Queremos fazer da feira uma plataforma de negócios e de conhecimento, com vista ao reforço da internacionalização. Por isso, preparámos também um grande fórum de reflexão e divulgação de inovações em termos de tecnologia, maquinaria, equipamento agrícola, investigação e biotecnologia”, acrescenta Miguel Corais.

Afirmando-se convencido de que “tanto os próprios agentes como o público virão ao Agri Milk Show ganhar uma nova ideia do sector e confiança na sua sustentabilidade e no enorme potencial de Portugal nesta matéria”, o director doa feira revela querer torná-la uma referência do sector, “fortalecendo toda a cadeia produtiva e integrando-lhe também o produto final, tendo associados os factores qualidade, nutrição e saúde”.

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