A Inteligência Artificial aplicada à Floresta e diversas boas práticas de aplicação da ciência, por parte de gestores e proprietários florestais, que conseguiram resolver problemas concretos graças a trabalhos de investigação desenvolvidos pela academia em Portugal, estiveram em destaque ontem, no Seminário anual do Centro de Competências do Sobreiro e da Cortiça (CCSC).
O evento decorreu em Coruche, no Observatório do Sobreiro e da Cortiça onde, na parte da manhã, tinha já reunido o Conselho Geral do CCSC. Este encontro anual contou com a presença do Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, que se inteirou sobre os principais aspetos da atual situação da fileira e sobre a adesão de mais dois novos membros, a Universidade do Minho e a Corticeira Amorim. A autarquia de Coruche marcou também presença no encontro, com o Presidente e a Vice-Presidente.
Ainda da parte da manhã os presentes puderam assistir a uma reunião de I&D, na qual vários investigadores convidados, apresentaram os seus trabalhos científicos.
Paulo Firmino, do Instituto Superior de Agronomia (CEF), apresentou um trabalho sobre a contribuição de índices de competição e variáveis edafoclimáticas para a previsão do crescimento do diâmetro sem cortiça de sobreiros adultos no montado português.
Constança Camilo-Alves, da Universidade de Évora, apresentou os resultados de uma investigação sobre a influência da qualidade da estação na antecipação da desboia em sobreiros em fertirrega.
Miguel Bugalho, do Instituto Superior de Agronomia (CEABN), falou sobre a renaturalização poder ou não contribuir para a conservação da biodiversidade nas paisagens culturais mediterrânicas.
Pedro Ferreira, da universidade do Minho, fez uma apresentação sobre como o endófito natural reduz a severidade da doença em sobreiros causada por Biscogniauxia mediterranea e Diplodia corticola sob diferentes regimes de irrigação.
E por fim Clara Pinto, do INIAV, apresentou as conclusões de uma investigação que se focou em como o descortiçamento, num ano seco, altera os padrões sazonais de distribuição de carbono na árvore.
Fonte: CCSC















































