Mirandela aposta na compostagem comunitária e dá baldes de recolha de biorresíduos

A Câmara Municipal de Mirandela reforça a sua aposta na compostagem comunitária e informa que estão disponíveis, baldes para recolha de biorresíduos, destinado a moradores de habitações em altura (apartamentos). A medida surge no âmbito da campanha “Educar para uma economia circular”, promovida pela empresa Resíduos do Nordeste e em parceria com a autarquia.

Estes recipientes têm como finalidade permitir o transporte deste tipo de resíduos orgânicos até ao compostor comunitário, localizado no Parque Dr. José Gama, junto ao campo de ténis.

Um balde por habitação

Por cada habitação será entregue um balde, mediante manifestação de interesse, no gabinete de Ambiente (edifício dos antigos Serviços Municipalizados de Água – SMA), e preenchimento dos dados necessários, encontrando-se limitado ao stock existente.

Explica fonte institucional da autarquia de Mirandela que a compostagem é um processo de valorização da matéria orgânica.

Consiste na decomposição dos resíduos domésticos por acção de microrganismos que na presença de oxigénio, originam uma substância designada composto.

Adubo

O composto que se obtém no fim do processo poderá ser utilizado como adubo, uma vez que melhora substancialmente a estrutura do solo. O composto possui fungicidas naturais e organismos benéficos que ajudam a eliminar os organismos patogénicos que perturbam o solo e as plantas.

Segundo o Guia de Compostagem publicado pela Resíduos do Nordeste, a compostagem é um processo biológico, de reciclagem da matéria orgânica, realizado pelos microrganismos. Esta reciclagem produz um fertilizante/adubo natural, rico em nutrientes, chamado de “Composto”.

Acrescenta o Guia que a compostagem é um processo simples que permitirá melhorar a produtividade das plantas e a fertilidade dos solos ajudando a reter a humidade e a melhorar as suas características, especialmente dos mais argilosos ou arenosos.

Menos fertilizantes químicos

Com a utilização deste composto, o solo estará mais resistente à erosão e não será preciso usar mais fertilizantes químicos, os quais apresentam consequências económicas e ambientais.

Com a consequente redução de resíduos, será possível, poupar no investimento com fertilizantes na recolha dos mesmos, evitando a deposição em aterro sanitário o que contribuirá para a descarbonização do processo de gestão de resíduos, através da diminuição do número de emissões de gases de efeito de estufa, o que se traduz numa melhoria de qualidade de vida dos cidadãos, realça ainda o Guia.

Pode consultar o Guia de Compostagem aqui.

Agricultura e Mar Actual

O artigo foi publicado originalmente em Agricultura e Mar.

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