O ministro da Agricultura e Pescas disse hoje que o Governo pretende reforçar e dar escala e viabilidade económica à fileira da produção de medronho, do qual Portugal é o maior produtor mundial.
Em Penacova, no interior do distrito de Coimbra, José Manuel Fernandes visitou, ao final da manhã, uma exploração de medronho e assistiu à apresentação do protótipo de um equipamento de apanha daquele fruto, desenvolvido pela empresa Fravizel, de Alcanede, concelho de Santarém, e o pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência do Porto.
Em declarações aos jornalistas, no final de visitas apeadas a extensas áreas de medronhal, o governante salientou que a tutela está a trabalhar no fortalecimento, reforço e ampliação deste setor para lhe dar escala e viabilidade económica.
“Esta é uma cultura que demonstra tudo o que temos afirmado em relação à agricultura e floresta, que devem estar de mãos dadas e nada melhor do que um medronheiro para provar esta frase”, sustentou o ministro da Agricultura e Pescas.
Na fileira do medronheiro, José Manuel Fernandes destacou a existência de “economia, competitividade, coesão territorial, proteção civil, sustentabilidade ambiental, inovação e investigação”.
“Queremos apostar nestes objetivos em simultâneo e fica provado que somos capazes, com excelentes empresas e universidades a trabalhar na inovação e investigação para que o medronho possa também ser utilizado na cosmética e até na saúde”, frisou.
O governante disse que tem apelado nas comissões de coordenação e desenvolvimento regionais (CCDR) para que os programas operacionais regionais venham a apoiar projetos nesta área e realçando o Fundo Europeu para a Competitividade.
Além dos programas de apoio à inovação e investigação, o país “não pode esquecer” o Fundo Europeu para a Competitividade, que tem mais de 400 mil milhões de euros para o período 2028-2034, salientou José Manuel Fernandes.
O ministro enfatizou que Portugal “não é só o maior produtor mundial de medronho, como aquele que apresentou uma solução para, face à escassez de mão de obra, poder ter robótica com software a recolher o fruto”.
Numa das explorações da Medromalva, na freguesia de São Pedro de Alva, no concelho de Penacova, propriedade do biólogo Carlos Fonseca, foi hoje apresentado o primeiro protótipo mundial para a apanha de medronho, que pode ser também usado noutros frutos.
Trata-se de um projeto desenvolvido pela empresa Fravizel, sediada em Alcanede, e do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência do Porto, no âmbito da agenda Transformar, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Segundo Eliseu Frazão, diretor executivo da Fravizel-Equipamentos Metalomecânicos, o consórcio trabalha há cerca de dois anos e meio no protótipo, que dentro de um ano estará disponível para ser comercializado.
Através da tecnologia e automação, o equipamento consegue, com ou sem operador, identificar e recolher os medronhos das plantas através de sucção, embora para uma maior eficiência e rentabilidade as plantações devam obedecer a uma série de requisitos.














































