Herdade Maria da Guarda em força na Califórnia

Herdade Maria da Guarda em força na Califórnia

A produção de azeite da Herdade Maria da Guarda tem vindo a aumentar desde há seis anos e as vendas têm acompanhado. A performance é positiva, mas não estão previstos investimentos em mais área.

A Herdade Maria da Guarda vai exportar 15% da sua produção de azeite para a Califórnia. A empresa de Serpa estabeleceu um protocolo com a California Olive Ranch, que prevê a possibilidade de prolongamento, sendo revisto anualmente.

Os contactos entre a empresa portuguesa e a norte-americana decorreram durante dois anos, quando o responsável da Herdade Maria da Guarda se deslocou, em negócios, à Califórnia. Posteriormente, a visita, do presidente e de técnicos, foi retribuída.

João Cortez Lobão, administrador da Herdade Maria da Guarda, informa que anualmente visita empresas de todo o mundo, nomeadamente Itália, Espanha, Chile e Estados Unidos da América. “Noutras geografias houve também negociações, mas estes americanos foram mais rápidos a propor um acordo”.

João Cortez Lobão não considera que, dada a percentagem que respeita o negócio, a empresa fique numa situação de fragilidade por dependência de um cliente. “Não consideramos um risco, porque a Herdade Maria da Guarda tem uma dúzia de clientes, por onde diversifica o seu negócio. É um risco que a Herdade não tem medo de correr”.

Segundo afirma o administrador, é importante a presença nos Estados Unidos, dada a dimensão do mercado e a previsão do seu crescimento. “Para a Herdade Maria da Guarda é um volume significativo e representa a distribuição geográfica das nossas vendas para um cliente de importância primordial. Até porque a Herdade Maria da Guarda acredita muito que o mercado de azeite, dos Estados Unidos, vai continuar a crescer, e é importante estar com o maior player local”.

Área de olival estabilizou

A empresa serpense não tenciona investir no aumento da área do seu olival, que se estende por quase 800 hectares. “Não sentimos pressão para comprar mais terra nem fazer novas plantações. Além disso, continuamos a fazer gestão de propriedades vizinhas, que é um serviço que está disponível no distrito de Beja”.

Nos investimentos recentes, as árvores mais antigas foram plantadas há 13 anos e as mais recentes em 2018. Nem todo o olival é super-intensivo. “Também temos 3.000 oliveiras com 150 anos, que mantivemos e que continuam altamente produtivas” – esclarece João Cortez Lobão.

Quanto a cultivares, a Herdade Maria da Guarda não aposta apenas numa, nos plantios super-intensivos. “O olival em sebe são variedades de aceitação internacional: uma característica da Catalunha (Arbequina), outra da Andaluzia (Arbosana) e outra, muito comum na Grécia, (Koroneiki)”.

Quanto a produção, a Herdade Maria da Guarda tem-na visto aumentar. “Nos últimos seis anos, fomos sempre batendo recordes de produção”. Todavia, no ano passado “apesar de termos batido o recorde de quilogramas de azeitona, tivemos um pouco menos de azeite” – informa João Cortez Lobão.

Estabelecida em 1779, atualmente a Herdade Maria da Guarda exporta a totalidade da sua produção, sendo Itália o seu maior mercado. Em média, a empresa produz dois milhões de quilogramas de azeite, o que representa 2% do total nacional.

Em termos mundiais, as previsões para este ano apontam para uma manutenção face a 2018. Relativamente a países produtores, espera-se uma quebra da produção em Espanha. Para Portugal, Grécia e Itália esperam-se crescimentos, informa o administrador da Herdade Maria da Guarda.

O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.

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