O Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP) informa que foi convocada uma Greve ao Trabalho Suplementar nos Sapadores Florestais da Portucalea – Associação Florestal do Grande Porto, com início a 20 de julho e por Tempo Indeterminado, esta forma de luta abrangerá todo o trabalho realizado para além do período normal de trabalho.
Esta greve representa um claro sinal de descontentamento e um grito de revolta de profissionais que, ano após ano, asseguram uma missão essencial na proteção da floresta e das populações, mas que continuam a ser confrontados com salários baixos, falta de reconhecimento e uma constante desvalorização por parte das entidades empregadoras.
É precisamente durante os meses de verão, quando o risco de incêndio é mais elevado, que o trabalho dos Sapadores Florestais se torna mais visível para a sociedade. Contudo, importa recordar que a sua missão decorre ao longo de todo o ano, através de ações de silvicultura preventiva, gestão de combustíveis, vigilância, primeira intervenção e apoio ao combate aos incêndios rurais, constituindo um dos pilares fundamentais do sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios.
A decisão de avançar para a greve ao trabalho suplementar pretende alertar a entidade patronal, o Governo e todos os decisores políticos para a necessidade urgente de inverter a situação de desvalorização destes profissionais. Não é aceitável que trabalhadores responsáveis por uma função de elevado risco, exigência física e enorme responsabilidade continuem sem uma valorização salarial e profissional compatível com a importância das funções que desempenham.
O SinFAP reafirma que os Sapadores Florestais são um recurso estratégico do país e uma das mais importantes ferramentas ao serviço da prevenção e do combate aos incêndios rurais. Sem trabalhadores devidamente valorizados, motivados e justamente remunerados, fica comprometida a capacidade de resposta de um sistema que depende, em larga medida, da sua dedicação e profissionalismo.
Com esta greve, os Sapadores Florestais exigem respeito, reconhecimento e medidas concretas que ponham fim a anos de estagnação salarial e de desconsideração da profissão.
O SinFAP continuará a defender os direitos destes trabalhadores e apela ao diálogo sério e à adoção urgente de soluções que dignifiquem uma profissão indispensável à proteção da floresta, do território e das populações.
Fonte: SinFAP














































