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– 11-04-2008 |
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Brasil: Crise alimentar resulta de "ataque especulativo"A actual crise mundial de alimentos, com as reservas nos n�veis mais baixos dos �ltimos 30 anos, � fruto de um "ataque especulativo", disse ontem o representante da Organiza��o das Na��es Unidas para a Agricultura e Alimenta��o (FAO) para Am�rica Latina e Cara�bas. "O mundo tem terra, tecnologia e capacidade para produzir alimentos mas h� gente a morrer de fome por causa do ataque especulativo", declarou Jos� Graziano, ao anunciar a XXX Confer�ncia Regional da FAO para Am�rica Latina e Cara�bas, em Bras�lia, de 14 a 18 de Abril. Durante a confer�ncia de imprensa no Pal�cio do Itamaraty, Graziano instou os organismos multilaterais, como o Banco Mundial e o Fundo Monet�rio Internacional, para que ajudem a conter esse processo especulativo. Segundo o representante da FAO, "esta não � uma teoria conspiratéria e não h� nenhum autor que o planeie a não ser o mercado capitalista". "A crise evidencia o mercado como ele �. H� investidores a comprarem duas ou tr�s safras, a apostarem num aumento de pre�os. E essa crise vai durar porque, vencido o ataque especulativo, � preciso fazer a reposi��o das reservas", salientou. Jos� Graziano afirmou que as causas da falta de alimentos e da alta dos pre�os são o aumento da procura mundial por g�neros aliment�cios sem crescimento similar da oferta, afectada por impactos ambientais. A isso associa-se a questáo financeira, como a queda do d�lar, e a falta de pol�ticas defensivas de segurança alimentar. Em rela��o � crise no Haiti, decorrente da escassez e do aumento de pre�os dos alimentos, Graziano disse que "não h� outro mecanismo no momento a não ser enviar produtos alimentares para o país, embora esta seja apenas uma medida de emerg�ncia". O ministro brasileiro do Desenvolvimento Agr�rio, Guilherme Cassel, que Também participou na confer�ncia de imprensa, destacou que o Brasil vai defender na Confer�ncia da FAO a pol�tica dos biocombust�veis. "O programa do biodiesel � inovador, voltado para a inclusão social e não compete com a produ��o de alimentos. � poss�vel sim produzir alimentos e combust�vel ", destacou. Em Haia, o presidente brasileiro Lula da Silva defendeu ontem um aumento da produ��o mundial de alimentos mas rejeitou que a subida dos pre�os dos g�neros alimentares esteja relacionada com os biocombust�veis. "Os pobres come�aram a comer", afirmou Lula da Silva, justificando a pressão sobre os pre�os dos alimentos. A FAO vai apresentar na pr�xima semana, em Bras�lia, um documento "equilibrado" sobre a questáo dos biocombust�veis, segundo avalia��o do representante da instituição para a Am�rica Latina e Cara�bas. "O documento vai assinalar a responsabilidade que t�m os governos de assegurar a segurança alimentar e Também de garantir oportunidades para que os produtores possam usar os biocombust�veis como fonte de renda e de trabalho", referiu. A FAO vai divulgar Também, nos próximos 15 dias, uma cartilha de pol�ticas públicas, sob o t�tulo "Como evitar o púnico", contendo orienta��es para os países actuarem na actual crise mundial de alimentos.
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