A tecnologia na área “agro” vive um período de enormes desenvolvimentos em vários domínios. A sofisticação da sensorização e das ferramentas de precisão continua a revolucionar a atividade, permitindo escalar eficiências e tomar decisões de gestão mais acertadas.
Quando falamos de robótica e de soluções mais futuristas, estamos claramente a diferentes velocidades na capacidade de adoção. Quer em termos geográficos, onde a China e o Japão se destacam, quer em termos de tipologia de explorações.
“Quando falamos de robótica e de soluções mais futuristas, estamos claramente a diferentes velocidades na capacidade de adoção. Quer em termos geográficos, onde a China e o Japão se destacam, quer em termos de tipologia de explorações.”
A verdade é que a necessidade de mão de obra sazonal para um grande número de culturas onde ainda não há soluções viáveis de automação é um problema real e crescente. Diria mesmo que faz a diferença nas decisões de crescimento de muitas empresas agrícolas, onde há mercado para expandir, mas faltam os recursos para assegurar o trabalho agrícola, em especial nas operações de colheita.
E se há áreas onde ainda falta alguma maturidade nas soluções de robótica avançada e automação, há outras onde a nossa dimensão é o principal entrave.
A capacidade de investimento (ou falta dela), a inexistência de infraestruturas de suporte nas explorações e a reduzida escalabilidade são os principais entraves à rápida adoção destas tecnologias.
Também na área da agricultura em ambiente controlado assistimos a uma enorme evolução, com as estufas inteligentes a assumirem um papel determinante na produção de culturas de valor acrescentado e na gestão eficiente e sustentável destes sistemas de produção, num contexto de pressão climática onde os riscos da atividade vão aumentando.
Não há soluções mágicas, mas, mais uma vez, a capacidade de organização pode fazer a diferença para países como Portugal, com as pequenas e médias explorações em maioria. É óbvio que nem tudo tem de ser adotado se não tiver senso racional e não for efetivamente uma solução concreta para as necessidades dos produtores. Mas não é desejável “perder este comboio”, sob pena de ficarmos irremediavelmente para trás em competitividade.
#agricultarcomorgulho
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.















































