Uma equipa liderada pelo John Innes Centre, no Reino Unido, modificou recetores imunitários vegetais para reconhecerem diferentes moléculas de um fungo que ataca cereais. O avanço poderá apoiar o desenvolvimento de plantas mais resistentes, mas foi demonstrado apenas em células isoladas.
✍️ Carla Amaro
O fungo Magnaporthe oryzae, responsável pela piriculariose, utiliza moléculas chamadas efetores para manipular as células vegetais e facilitar a infeção.
Em colaboração com a Universidade de Kobe, no Japão, os investigadores estudaram uma classe de recetores imunitários dos cereais: proteínas com duas cinases, conhecidas pela sigla TKP.
Depois de analisarem a estrutura das regiões que reconhecem os efetores, modificaram os recetores para se ligarem a moléculas associadas à infeção do trigo e da cevada, ampliando a sua capacidade de reconhecimento.
Das células às plantas
Publicado na Science Advances, o trabalho constitui uma prova de conceito. Os ensaios utilizaram protoplastos, células de trigo sem parede celular, e a próxima etapa será testar os resultados em plantas de estufa.
A possibilidade de combinar diferentes recetores poderá contribuir para defesas mais robustas. Contudo, ainda não foi demonstrada resistência duradoura em condições agrícolas.
Mais informação no comunicado do John Innes Centre de 23 de setembro de 2026 e no
estudo publicado na Science Advances, Engineering plant tandem kinase immune receptors expands effector recognition profiles.
O artigo foi publicado originalmente em CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.















































