A participação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) no Deep Téc4Ocean destacou o papel da observação do Oceano, da investigação científica e da capacitação dos navios de investigação, com particular enfoque no Navio de Investigação (NI) Mário Ruivo e no Polo Oeiras Mar, na aproximação dos estudantes de engenharia às tecnologias e às oportunidades da Economia Azul.
Promovido a 19 de outubro no Técnico Innovation Center, em Lisboa, pela Direção-Geral de Política do Mar, em parceria com a Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico (AEIST) e com o apoio do Instituto Superior Técnico (IST), o evento reuniu entidades científicas, empresas e profissionais ligados ao setor marítimo criando um espaço de partilha de conhecimento, demonstração tecnológica e contacto direto entre a academia e o tecido empresarial.
Enquanto entidade com responsabilidades na observação e no estudo do Oceano, o IPMA deu destaque à importância dos meios de investigação e das capacidades tecnológicas que permitem recolher dados, aprofundar o conhecimento científico e acompanhar os processos físicos, químicos e biológicos do meio marinho.
NI Mário Ruivo: uma plataforma para conhecer o Oceano
O NI Mário Ruivo constitui uma das principais referências nacionais no domínio da investigação oceanográfica, enquanto plataforma de apoio à realização de campanhas científicas e à recolha de informação essencial para a caracterização e monitorização do ambiente marinho.
A capacitação dos navios de investigação, através de equipamentos científicos, sistemas de observação e instrumentação especializada, é fundamental para reforçar a capacidade nacional de estudar o Oceano, acompanhar a evolução dos ecossistemas marinhos e disponibilizar dados que apoiem a investigação, a gestão sustentável dos recursos e a tomada de decisão.
A apresentação do NI Mário Ruivo no contexto do Deep Téc4Ocean permitiu evidenciar a ligação entre a engenharia e a ciência do mar, mostrando como o desenvolvimento e a aplicação de tecnologias contribuem para transformar a observação do Oceano em conhecimento científico e em soluções para os desafios atuais e futuros.
Para os estudantes de engenharia, esta aproximação representa uma oportunidade para conhecer aplicações concretas de diferentes áreas de especialização, desde a instrumentação e a eletrónica à aquisição e ao tratamento de dados, passando pelos sistemas de comunicação, pela automação e pelas tecnologias de observação do meio marinho.
A coordenadora do Núcleo de Navios e Equipamentos Oceanográficos do IPMA, Tanya Silveira, participou no primeiro painel do evento, subordinado ao tema Oceano Digital.
Polo Oeiras Mar: aproximar a ciência, a tecnologia e a inovação
A participação do IPMA destacou igualmente o papel do Polo Oeiras Mar na valorização da investigação e na aproximação entre o conhecimento científico, as capacidades tecnológicas e as oportunidades de desenvolvimento ligadas ao Oceano.
A articulação entre infraestruturas, meios de investigação e competências técnicas é determinante para promover a inovação, estimular a cooperação entre entidades e criar condições para o desenvolvimento de novas soluções para a Economia Azul.
Neste contexto, a ligação entre o IPMA, as instituições de ensino superior, os centros de investigação e as empresas assume particular relevância na identificação de desafios tecnológicos, na valorização do conhecimento produzido e na criação de oportunidades para a participação de jovens engenheiros em projetos ligados ao mar.
Despertar vocações para a Economia Azul
Ao longo do evento, o Deep Téc4Ocean promoveu o contacto dos estudantes com projetos, tecnologias e percursos profissionais nas áreas da observação e digitalização do Oceano, energia, biotecnologia marinha, aquicultura sustentável, infraestruturas e segurança marítima.
A participação do IPMA enquadrou-se neste objetivo, dando visibilidade à importância da observação sistemática do Oceano e dos meios técnicos e científicos necessários para a concretizar. A investigação oceanográfica depende de uma forte componente multidisciplinar, na qual a engenharia desempenha um papel essencial no desenvolvimento, na operação e na evolução dos sistemas utilizados para estudar o ambiente marinho.
A aproximação dos estudantes a estas realidades contribui para dar a conhecer as oportunidades profissionais associadas à investigação e à inovação no setor do mar, incentivando o desenvolvimento de competências e o surgimento de novas vocações.
Com a participação no Deep Téc4Ocean, o IPMA reforça a importância da cooperação entre ciência, engenharia e indústria e da capacitação dos meios nacionais de investigação, contribuindo para uma melhor compreensão do Oceano e para o desenvolvimento de uma Economia Azul sustentada no conhecimento, na inovação e na utilização responsável dos recursos marinhos.
Fonte: IPMA















































