Posição oficial da Rewilding Portugal sobre a reformulação do projeto da Central Solar Fotovoltaica Sophia e Linha Elétrica de Muito Alta Tensão associada
A Rewilding Portugal mantém a sua oposição ao projeto da Central Solar Fotovoltaica Sophia e à Linha Elétrica de Muito Alta Tensão associada, mesmo após a profunda reformulação apresentada pelo promotor no âmbito do artigo 16.º do Regime Jurídico de Avaliação de Impacte Ambiental.
Esta posição resulta da análise da documentação agora disponibilizada e da persistência de riscos ecológicos significativos num território de elevado valor natural, particularmente importante para a conectividade entre os ecossistemas da Beira Interior e as áreas naturais transfronteiriças de Portugal e Espanha.
Em novembro de 2025, a Rewilding Portugal apresentou publicamente a sua oposição ao projeto inicial, alertando para os seus impactes sobre a biodiversidade, os corredores ecológicos, as comunidades locais e o turismo de natureza. Uma posição que integrou um processo de consulta pública sem precedentes em Portugal, com 12.693 participações, e que contribuiu para um debate fundamental sobre os limites ambientais da transição energética.
Reconhecemos que esse processo teve consequências concretas. A reformulação agora apresentada introduz melhorias importantes, respondendo a algumas das preocupações anteriormente identificadas. No entanto, reduzir a dimensão de um problema não significa necessariamente resolvê-lo. E reduzir os danos sobre a natureza não significa que esses danos passem a ser aceitáveis.
Continuamos a defender que a transição energética é urgente e indispensável, mas não pode concretizar-se à custa da biodiversidade, da integridade dos ecossistemas e da capacidade de recuperação da vida selvagem. A emergência climática não pode servir de justificação para aprofundar a outra grande crise ambiental do nosso tempo: a perda acelerada de biodiversidade.
Um projeto diferente, mas ainda longe de ser ambientalmente aceitável
A reformulação do projeto Sophia representa uma alteração substancial face à proposta inicial. A potência instalada foi reduzida de 867 MWp para 573 MWp, a área ocupada por painéis diminuiu de 390 para 250 hectares e a área vedada passou de 1.737 para 1.177 hectares. O número de núcleos vedados foi reduzido de 46 para 22, enquanto as duas linhas elétricas de 400 kV inicialmente previstas deram lugar a apenas uma.
Foram ainda eliminados três setores de implantação, aumentadas as distâncias relativamente a povoações e áreas ecologicamente sensíveis e reforçada a concentração de painéis em terrenos atualmente ocupados por eucaliptais, que representam agora cerca de 70% da área destinada aos módulos fotovoltaicos.
A Rewilding Portugal reconhece estas alterações como melhorias efetivas. A retirada dos painéis do corredor ecológico Raia Norte, a redução da ocupação do corredor Raia Sul e o maior afastamento de áreas particularmente sensíveis para espécies ameaçadas representam avanços que devem ser valorizados.
São também a demonstração de que a contestação fundamentada, a participação pública e a intervenção das entidades ambientais podem contribuir para corrigir projetos inicialmente concebidos sem a necessária consideração pelos valores naturais do território.
Contudo, a dimensão da reformulação não pode ocultar a dimensão do projeto que permanece. Continuamos a falar de uma infraestrutura com 1.177 hectares de área vedada, 250 hectares de painéis fotovoltaicos e uma nova linha elétrica de 400 kV, com aproximadamente 22 quilómetros, implantada numa região cuja importância ecológica ultrapassa largamente os seus limites administrativos.
E é precisamente essa importância que continua a preocupar-nos.
1. BIODIVERSIDADE: a natureza precisa de espaço, continuidade e liberdade de movimento
A região da Beira Interior onde se pretende instalar o projeto Sophia integra um mosaico de habitats mediterrânicos, áreas agrícolas tradicionais, povoamentos florestais, linhas de água e espaços naturais e seminaturais que desempenham funções ecológicas essenciais.
Mais do que um conjunto de parcelas de terreno, este território constitui uma paisagem viva, que permite a circulação de animais, a dispersão de espécies, a troca genética entre populações e a ligação entre diferentes áreas naturais.
A sua localização numa região de fronteira torna esta função especialmente relevante. A natureza não reconhece fronteiras políticas, limites municipais ou divisões administrativas. As espécies selvagens dependem de territórios contínuos e permeáveis, incluindo ligações ecológicas entre Portugal e Espanha, que lhes permitam deslocar-se, encontrar alimento, reproduzir-se e colonizar novas áreas.
A reformulação do projeto procurou responder à interrupção dos corredores ecológicos Raia Norte e Raia Sul, identificada na nossa posição anterior. A retirada de setores inteiros e a preservação de áreas de passagem constituem melhorias importantes.
Mas a existência de corredores desenhados num mapa não garante, por si só, a existência de corredores ecologicamente funcionais.
Uma paisagem com centenas de hectares vedados, infraestruturas energéticas, caminhos de acesso e alterações significativas da cobertura vegetal pode continuar a condicionar a circulação da fauna, mesmo quando determinados corredores permanecem formalmente desocupados.
A permeabilidade das vedações para pequenos animais não demonstra a sua adequação para mamíferos de maior dimensão. Da mesma forma, a preservação de faixas de vegetação não garante que estas tenham a largura, continuidade, tranquilidade e qualidade ecológica necessárias para assegurar a circulação regular das espécies.
Esta preocupação assume particular importância para mamíferos como o lobo-ibérico e para a potencial dispersão e expansão futura do lince-ibérico, mas também para inúmeras outras espécies que dependem de habitats conectados.
O facto de determinadas espécies não terem presença regular atualmente confirmada numa área não significa que essa área seja irrelevante para a sua conservação futura.
Pelo contrário, num contexto em que Portugal e Espanha procuram recuperar populações de espécies ameaçadas, reforçar presas naturais e restaurar corredores ecológicos, é indispensável preservar os territórios que poderão permitir a sua expansão.
Não podemos continuar a investir na recuperação da vida selvagem enquanto, simultaneamente, comprometemos os espaços de que essa recuperação dependerá nas próximas décadas.
A conservação não pode limitar-se a proteger a natureza que ainda existe. Tem também de garantir espaço para aquela que queremos recuperar.
A avifauna continua exposta a riscos que não desapareceram
A reformulação apresenta melhorias relevantes para algumas das espécies de aves mais ameaçadas da Península Ibérica.
O afastamento relativamente ao território da águia-imperial-ibérica aumentou de aproximadamente cinco para 8,3 quilómetros, enquanto a distância ao dormitório de abutre-preto identificado na envolvente foi significativamente ampliada.
São alterações positivas, que demonstram a importância de considerar a distribuição e os requisitos ecológicos das espécies na localização de infraestruturas desta dimensão.
No entanto, o próprio relatório ambiental reformulado reconhece que a extremidade sul da central continua parcialmente sobreposta a uma área classificada como muito crítica para aves, associada à cegonha-preta, uma das espécies mais sensíveis à perturbação humana e à alteração dos seus habitats.
Acresce a manutenção de uma nova linha elétrica de muito alta tensão, que continuará a representar um risco de colisão para a avifauna.
A redução de duas linhas para uma diminui a extensão das novas infraestruturas previstas, mas não elimina o perigo. Particularmente numa região utilizada por aves de grande envergadura, incluindo espécies ameaçadas, a multiplicação de obstáculos aéreos constitui uma pressão adicional sobre populações cuja recuperação exige esforços de conservação continuados.
Os próprios estudos apresentados incluem dados de monitorização de uma linha elétrica existente na região, Nave da Mata–Ferro, que apontam para uma estimativa de mortalidade de 11,4 aves por quilómetro e por ano no primeiro ano de acompanhamento.
Estes resultados não permitem antecipar diretamente a mortalidade da nova linha, mas demonstram que o risco de colisão não é meramente hipotético. É uma realidade já documentada no território.
As medidas de sinalização anticolisão e os programas de monitorização são necessários, mas não constituem garantias de ausência de mortalidade.
Para espécies ameaçadas, a perda adicional de indivíduos pode ter consequências desproporcionadas, sobretudo quando se acumula com outras causas de mortalidade e perturbação.
Não podemos aceitar que a monitorização futura substitua a obrigação presente de evitar, tanto quanto possível, a criação de novos riscos.
Habitats naturais não se substituem por promessas de plantação
Outra das preocupações centrais da Rewilding Portugal mantém-se relacionada com a transformação dos habitats e a perda de vegetação autóctone.
Reconhecemos como positiva a maior concentração da central em áreas atualmente ocupadas por eucaliptais, bem como os esforços de preservação de sobreiros, azinheiras e outras estruturas vegetais relevantes.
No entanto, o projeto continua a implicar alterações de uso do solo e intervenções sobre uma paisagem que integra habitats mediterrânicos, vegetação natural e seminatural e espécies de elevado interesse de conservação.
Entre os valores identificados no estudo original encontra-se a Bufonia macropetala, uma planta endémica ibérica rara, cuja presença reforça a importância de salvaguardar os habitats e as condições ecológicas que a sustentam.
A reformulação prevê igualmente medidas de compensação, incluindo a plantação estimada de 40.000 árvores e a recuperação de áreas com espécies autóctones.
Mas plantar árvores não é o mesmo que conservar um ecossistema.
Um sobreiral ou azinhal estabelecido, com solos desenvolvidos, comunidades vegetais diversificadas e relações ecológicas consolidadas, não pode ser substituído de forma imediata por uma plantação recente. A recuperação da complexidade ecológica pode exigir décadas, sem que o sucesso esteja garantido.
As compensações propostas devem ser avaliadas pelos resultados ecológicos efetivos que conseguem alcançar, e não apenas pela superfície intervencionada ou pelo número de árvores plantadas.
Continuamos, por isso, a considerar insuficiente a demonstração de que as medidas previstas compensam integralmente as perdas residuais de habitats e biodiversidade.
A natureza não é uma contabilidade em que cada árvore abatida se resolve com outra plantada. O valor de um ecossistema está nas relações que sustenta, na vida que acolhe e nos processos naturais que permite.
O perigo dos impactes cumulativos: quando cada projeto ocupa apenas mais um pedaço de território
Esta é, para a Rewilding Portugal, uma das questões mais preocupantes de toda a reformulação.
O próprio relatório ambiental reconhece que, apesar das alterações introduzidas, permanecem impactes cumulativos significativos sobre a fauna e a paisagem, resultantes da concentração de projetos energéticos na região.
A Central Sophia não surge isoladamente. Na sua envolvente encontram-se outras centrais solares existentes ou previstas, infraestruturas elétricas, subestações e instalações de produção energética, incluindo projetos como os da Fajarda, Juncal e Fundão-Penamacor.
Individualmente, cada projeto pode apresentar medidas de minimização, corredores preservados e compromissos de compensação. Mas a soma de todas estas intervenções pode produzir efeitos muito superiores aos que resultariam da análise isolada de cada uma.
É assim que a fragmentação da paisagem se agrava progressivamente.
Uma vedação aqui, uma linha elétrica ali, uma área de alimentação perdida mais adiante, uma nova estrada de acesso, outro conjunto de painéis, outra zona de perturbação.
Nenhuma destas intervenções precisa de representar, isoladamente, uma barreira absoluta para que o conjunto venha a comprometer a mobilidade da fauna e a funcionalidade dos ecossistemas.
Numa região que funciona como território de ligação entre áreas naturais portuguesas e espanholas, esta acumulação de pressões é especialmente preocupante.
O risco não se limita à perda imediata de habitat. Inclui a possibilidade de reduzir a conectividade entre populações, dificultar a dispersão de juvenis, condicionar movimentos sazonais, diminuir oportunidades de recolonização e comprometer a resiliência ecológica perante alterações climáticas, incêndios ou outras perturbações.
O que está em causa não é apenas a biodiversidade que podemos perder hoje, mas também a biodiversidade que poderemos impedir de regressar amanhã.
A Rewilding Portugal considera que esta realidade exige uma avaliação territorial integrada, capaz de determinar os limites ecológicos à concentração de infraestruturas energéticas, em vez de continuar a analisar sucessivamente projetos individuais sobre uma paisagem cada vez mais pressionada.
2. COMUNIDADES: menos impactes não significam ausência de consequências
A reformulação introduz também melhorias na relação do projeto com as comunidades locais, nomeadamente através do maior afastamento de povoações, habitações, trilhos e áreas de interesse turístico.
Reconhecemos igualmente a apresentação de um Plano de Envolvimento das Comunidades e de um Programa de Benefícios Partilhados.
São respostas a preocupações legítimas que haviam sido identificadas durante a consulta pública.
No entanto, continua a ser necessário demonstrar que os benefícios prometidos serão efetivos, proporcionais, duradouros e verdadeiramente partilhados pelas populações que terão de conviver com os impactes da infraestrutura.
A ocupação de uma área territorial tão expressiva continuará a alterar usos tradicionais do solo, a transformar a paisagem rural e a condicionar oportunidades futuras de desenvolvimento assentes nos recursos naturais.
As comunidades da Beira Interior têm enfrentado décadas de despovoamento, envelhecimento e perda de serviços. Muitas têm procurado novas oportunidades através da valorização do património natural, da agricultura sustentável, dos produtos locais e do turismo de natureza.
A transição energética não deve reproduzir um modelo em que os territórios de baixa densidade suportam os principais custos paisagísticos e ambientais de infraestruturas destinadas a abastecer necessidades energéticas de âmbito nacional, sem garantias de benefícios proporcionais.
A justiça ambiental exige mais do que medidas de compensação. Exige que as populações tenham uma participação efetiva nas decisões que condicionam o futuro dos seus territórios.
3. VISITAÇÃO: a paisagem natural é um património económico que não podemos continuar a comprometer
A Beira Interior tem vindo a afirmar-se como um território com potencial crescente para o turismo de natureza, a observação de vida selvagem e as experiências ligadas ao património natural e cultural.
A Serra da Gardunha, a Raia, a Malcata e o Grande Vale do Côa integram uma paisagem de grande relevância ecológica, cuja identidade depende também da continuidade dos espaços naturais e da presença de espécies selvagens.
A redução da dimensão do projeto Sophia e o maior afastamento de alguns pontos de interesse representam melhorias na sua integração territorial.
Mas a permanência de uma infraestrutura desta escala, associada a outros projetos energéticos na mesma região, continuará a produzir alterações significativas na paisagem.
O problema não se limita à visibilidade dos painéis a partir de um determinado miradouro ou percurso turístico.
Está também relacionado com a transformação progressiva da identidade de um território e com a potencial perda de qualidade ecológica que sustenta a sua atratividade.
O turismo de natureza depende de paisagens funcionais, biodiversidade e oportunidades de contacto com ambientes naturais. A degradação destes valores pode comprometer investimentos e estratégias de desenvolvimento que procuram precisamente conciliar a conservação da natureza com a criação de oportunidades económicas locais.
Através da Rede Côa Selvagem, a Rewilding Portugal tem acompanhado o desenvolvimento de iniciativas empresariais que demonstram que a recuperação ecológica pode constituir uma oportunidade económica concreta para os territórios rurais.
Não podemos defender uma economia baseada na natureza e, simultaneamente, aceitar que os valores naturais que a sustentam sejam progressivamente substituídos por infraestruturas industriais.
A transição energética não pode continuar a ser feita contra a transição ecológica
A Rewilding Portugal reafirma o seu compromisso com a descarbonização e com o desenvolvimento das energias renováveis.
Não questionamos a necessidade de produzir energia limpa. Questionamos a forma como determinadas infraestruturas são planeadas, localizadas e avaliadas, sobretudo quando colocam em risco valores ecológicos que o país assumiu o compromisso de conservar e recuperar.
A reformulação do projeto Sophia demonstra que existem alternativas de implantação e que é possível reduzir significativamente os impactes quando a proteção da natureza é verdadeiramente considerada.
Mas demonstra também que continuam a existir limites que não podem ser ultrapassados apenas através de medidas de minimização ou compensação.
Portugal precisa de uma estratégia energética que privilegie, sempre que técnica e ambientalmente viável, superfícies já artificializadas, edifícios, zonas industriais, áreas degradadas e soluções de produção descentralizada, evitando a ocupação de territórios essenciais para a conservação da biodiversidade e a conectividade ecológica.
É igualmente indispensável que o planeamento de grandes centrais renováveis considere os efeitos cumulativos sobre a paisagem e a biodiversidade, estabelecendo critérios claros de exclusão e salvaguarda dos corredores ecológicos estratégicos.
A urgência climática não pode servir para justificar decisões que poderão comprometer, durante décadas, a recuperação de ecossistemas e espécies ameaçadas.
As crises climática e da biodiversidade estão profundamente interligadas. Não será possível responder adequadamente a uma enquanto continuarmos a agravar a outra.
A nossa posição mantém-se: parecer desfavorável ao projeto Sophia
Face à documentação apresentada, a Rewilding Portugal reconhece as melhorias introduzidas na reformulação da Central Solar Fotovoltaica Sophia e considera que estas representam uma resposta relevante a algumas das preocupações levantadas durante a consulta pública.
No entanto, entendemos que as alterações não são suficientes para demonstrar que o projeto deixou de representar uma ameaça significativa à biodiversidade, à conectividade ecológica e à integridade da paisagem desta região.
Persistem riscos para espécies ameaçadas, nomeadamente para a avifauna, permanecem dúvidas relevantes quanto à funcionalidade dos corredores ecológicos e à eficácia das medidas de compensação, e os próprios estudos reconhecem a existência de impactes cumulativos significativos sobre a fauna e a paisagem.
Por estas razões, a Rewilding Portugal mantém um parecer desfavorável ao projeto reformulado e considera que não estão reunidas as condições ambientais necessárias para justificar a sua aprovação na configuração apresentada.
Apelamos à Agência Portuguesa do Ambiente, ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e às restantes entidades competentes para que atribuam a devida importância aos riscos ecológicos que permanecem identificados, particularmente à necessidade de garantir a conectividade funcional entre os ecossistemas desta região de fronteira.
A Beira Interior não é um espaço vazio à espera de ser ocupado. É um território vivo, com um património natural extraordinário, uma função ecológica que ultrapassa as fronteiras nacionais e um potencial de recuperação da vida selvagem que temos a responsabilidade de preservar.
As decisões tomadas hoje não determinarão apenas a paisagem que veremos nas próximas décadas. Determinarão também que espécies poderão continuar a atravessá-la, que populações poderão recuperar e que processos naturais terão espaço para regressar.
Uma transição verdadeiramente verde não se mede apenas pela energia renovável que produz, mas também pela natureza que consegue preservar.
O projeto Sophia mudou. Mas enquanto a biodiversidade continuar a pagar um preço que consideramos ambientalmente inaceitável, a nossa posição não pode mudar.
Porque a energia do futuro não pode comprometer a vida selvagem do futuro.
Fonte: Rewilding Portugal















































