Os ministros da Agricultura dos países do G7 reuniram-se hoje em Paris para trabalhar em “soluções concretas” que permitam construir uma resiliência da agricultura a longo prazo, além da gestão do impacto dos choques geopolíticos.
Esta é a mensagem dada pela ministra da Agricultura francesa, Annie Genevard, cujo país exerce este ano a presidência do G7, num breve discurso preliminar após receber o resto dos seus homólogos.
Genevard insistiu na vontade de “passar da gestão de choques à construção da resiliência” e disse que se trata de encontrar conjuntamente “soluções concretas ao mesmo tempo para reforçar a segurança dos abastecimentos, melhorar a eficiência dos sistemas agrícolas e acelerar a transição para modelos mais resilientes”.
Na sua opinião, e além das diferenças entre os sete países mais ricos, todos podem “manter uma mesma direção e aprender” com as próprias experiências.
Esta é a segunda reunião dos titulares de Agricultura do G7 durante esta presidência francesa, depois da primeira, que decorreu por videoconferência em junho, se ter centrado no efeito fortemente negativo gerado no setor pelos efeitos da guerra no Irão, desde o final de fevereiro, e, sobretudo, o encerramento do estreito de Ormuz.
Isto provocou um choque no mercado de fertilizantes, bem como uma escalada no preço dos combustíveis e, de forma geral, uma tensão nas cadeias logísticas.
Como lembrou hoje Genevard, os ministros concordaram então na necessidade de dispor de uma informação fiável dos mercados e de manter os mercados abertos.
Os participantes neste encontro, incluindo o comissário europeu do ramo, Christophe Hansen, devem comparecer numa conferência de imprensa e depois fazer uma visita ao Salão Internacional da Agroalimentar, que se realiza no espaço de feiras de Villepinte, a norte de Paris.














































