Investigadores do ITQB NOVA modificaram uma enzima bacteriana que poderá ajudar a desenvolver processos de produção de ingredientes alimentares e compostos farmacêuticos em condições mais suaves.
✍️ Carla Amaro
A equipa caracterizou a PsGalOx, uma galactose oxidase bacteriana. Estas enzimas permitem transformar açúcares e álcoois usando oxigénio, oferecendo alternativas a determinadas reações químicas convencionais.
O estudo, intitulado Engineering a Modular Bacterial Galactose Oxidase through CBM Recombination and Second-Shell Substitutions. assinado por André Taborda, Tomás Frazão e colaboradores, foi publicado em 11 de outubro na revista Chem & Bio Engineering e selecionado como ACS Editors’ Choice.
Inteligência artificial e evolução no laboratório
As previsões do AlphaFold ajudaram a compreender a estrutura da enzima. Depois, através de evolução dirigida — introdução de alterações e seleção das variantes mais promissoras —, os investigadores melhoraram a sua produção e desempenho.
Aplicações ainda em desenvolvimento
O próximo passo será adaptar a enzima a substâncias de interesse industrial. O trabalho abre possibilidades, mas não demonstra ainda a viabilidade comercial nem o benefício ambiental de um processo completo.
O artigo foi publicado originalmente em CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.















































