A maturação das castas brancas na sub-região Terras de Sicó está adiantada uma semana, em alguns locais, e as vindimas devem iniciar-se dentro de uma semana, disse à agência Lusa o presidente da Vinisicó.
“Este é um ano atípico, com uma amplitude térmica maior e mais calor extremo, que adiantou a maturação, sobretudo na casta Fernão Pires”, explicou o enólogo Gonçalo Moura da Costa.
A Viniscó – Associação dos Vitivinicultores das Terras de Sicó abrange os municípios de Penela, Condeixa-a-Nova e Soure, do distrito de Coimbra, Ansião, Figueiró dos Vinhos e Alvaiázere, do distrito de Leiria, e está integrada na região Beira Atlântico, no Centro do país.
As Terras de Sicó incluem ainda as freguesias de Lamas, no concelho de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, Abiul, Vila Cã, Redinha e Pelariga, no concelho de Pombal, e Aguda, concelho de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria.
Segundo Gonçalo Moura da Costa, a maturação das uvas tintas também está adiantada e a vindima deverá estar concluída entre 15 a 20 de setembro, quando nos anteriores anos iam até ao final de setembro e primeiro fim d semana de outubro.
O presidente da Vinisicó perspetivou ainda um aumento de produção na ordem dos 10%, apesar dos estragos consideráveis provocados nas vinhas pelos javalis em toda a região das Terras de Sicó.
O enólogo e produtor de vinho Alexandre Carril, de Podentes, no concelho de Penela, referiu também à agência Lusa que a maturação das uvas brancas está adiantada uma semana em relação ao ano passado.
Destacando a qualidade das uvas, anteviu uma boa colheita em 2026, se não houver humidade.
“A amplitude térmica que se tem verificado é boa para a maturação das uvas tintas”, disse o enólogo, lembrando que nos últimos anos é comum vindimar as castas brancas a partir do meio de agosto.
A Vinisicó, que nasceu no ano seguinte à criação da subregião Terras de Sicó (1992), começou com seis produtores de vinho certificado e atualmente contabiliza 16, abrangendo uma área de 40 hectares de vinha, que geram uma produção média anual na ordem dos 100 mil litros de tinto e 40 a 60 mil litros de branco.
As uvas desta sub-região caracterizam-se por uma maturação lenta, em vinhas encaixadas entre a Serra da Lousã e o maciço calcário de Sicó, com invernos difíceis, verões quentes e influência da brisa atlântica, que dão origem a vinhos frescos, gastronómicos e aromáticos, que os diferenciam das outras regiões.














































