A eurodeputada do CDS-PP Ana Miguel Pedro alertou o Parlamento Europeu para a “recorrente” poluição do rio Paiva e seus afluentes, sobretudo em Arouca, onde a concelhia do partido diz hoje que a fiscalização desses casos tem falhado.
Os casos mais recentes foram inicialmente denunciados por um dos deputados que o CDS tem na Assembleia Municipal de Arouca, Pedro Bastos, que, a partir desse território do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, solicitou depois a intervenção dos seus colegas euro-parlamentares.
“A iniciativa surge na sequência de diversas denúncias e alertas efetuados ao longo dos últimos anos por cidadãos e entidades locais, que têm vindo a reportar situações recorrentes de degradação da qualidade da água, com impacto no património ambiental, ecológico, turístico e económico do concelho de Arouca”, explica Pedro Bastos à Lusa.
O problema terá ganhado maior dimensão “nas últimas semanas”, quando se “verificou um agravamento destes fenómenos, evidenciado pelo aumento da turbidez da água, pela presença de espuma esbranquiçada e por odores intensos e desagradáveis”.
O deputado municipal realça, nesse contexto, o episódio do passado dia 10 de junho, que, afetando troços fluviais nas freguesias de Canelas e Espiunca, “motivou novos alertas e pedidos de investigação”.
A eurodeputada Ana Miguel Pedro comunicou então o problema à Comissão Europeia, em carta em que menciona “sucessivos episódios” de descargas poluentes e exige o cumprimento das obrigações impostas pela Diretiva-Quadro da Água 2000/60/CE.
A representante do CDS incentivou ainda a estrutura europeia a “instar as autoridades locais competentes a desenvolverem uma investigação aprofundada e a adotarem medidas corretivas que garantam o cumprimento da legislação ambiental”.
Para os dois referidos eleitos do CDS, essa intervenção superior é particularmente recomendada considerando que o rio Paiva, em tempos apontado como o rio mais limpo da Europa, integra áreas classificadas e constitui “um importante recurso natural para as populações locais, para o turismo de natureza e para diversas atividades económicas” de Arouca e restantes concelhos dispostos pelo seu curso de 112 quilómetros – em concreto Moimenta da Beira, Sernancelhe, Sátão, Vila Nova de Paiva, São Pedro do Sul, Castro Daire, Cinfães e Castelo de Paiva.
“A proteção deste património deve ser uma prioridade, exigindo uma atuação eficaz das entidades competentes na identificação das causas da poluição e na implementação das medidas necessárias para a sua prevenção”, concluem.













































