A Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP) vai encerrar a 31 de outubro a horta comunitária instalada no Parque José Avides Moreira, no recinto do Centro Hospitalar Conde Ferreira, segundo cartas de notificação a que a Lusa teve hoje acesso.
“A mesa administrativa da SCMP decidiu descontinuar este projeto, de forma a poder dar corpo a um plano global de desenvolvimento e modernização de todo o território integrado no ‘campus’ do Centro Hospitalar Conde Ferreira”, pode ler-se na carta enviada aos hortelãos, a que a Lusa teve hoje acesso.
Segundo a mesma missiva, os cerca de 230 hortelãos com talhão atribuído devem proceder “à recolha de todos os seus pertences e à colheita dos seus produtos hortícolas”, entregando as chaves do talhão “até à data limite de 31 de outubro de 2026”.
O projeto instalado naquele parque, lembra a Santa Casa, alcançou vários objetivos desde a abertura, em março de 2015, nomeadamente “promoção de práticas agrícolas sustentáveis e ambientalmente responsáveis”, o “envolvimento dos utilizadores”, com ações de sensibilização e formação, e o “incentivo ao consumo de produtos biológicos”.
Na carta datada de 29 de maio, a SCMP agradece a todos os utilizadores e parceiros, tendo enviado, na segunda-feira, uma nova missiva a convocar os hortelãos para uma “sessão de informação e esclarecimento”, na sexta-feira, com a presença do vice-provedor, José Dias.
Segundo um hortelão contactado pela Lusa, está prevista uma ação à porta do hospital, na manhã de quinta-feira, contudo, não especificou o que estará em causa.
Aquele parque acolhe, também, uma horta dinamizada por utentes do Centro Hospitalar Conde Ferreira, com fins terapêuticos.
A Lusa contactou a SCMP sobre esta matéria e aguarda resposta.
Questionada pela Lusa, a Lipor, que gere o projeto “Horta à Porta” no qual estão integradas as hortas comunitárias e biológicas dos municípios que integram esta associação intermunicipal, remete esclarecimentos para a SCMP, responsável pela gestão do espaço.
Ainda assim, a Lipor nota que esta horta “dispõe de 232 talhões”.
Na mesma carta enviada aos utentes, a Santa Casa esclarece que é “detentora de um vasto património cujo rendimento constitui uma das suas principais fontes de sustentação económica”, e é “obrigação” da administração a sua “gestão criteriosa”, para “rentabilização dos ativos da SCMP como fonte de rendimento para as suas múltiplas obras sociais e assistenciais”.













































