“Olival e azeite” é o tema da edição 35 da publicação Cultivar – Cadernos de Análise e Prospectiva, da responsabilidade do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP). Na introdução, Eduardo Diniz, director-geral do GPP, afirma que «importa reconhecer que uma das evoluções mais interessantes do sector português foi precisamente a capacidade de coexistência entre diferentes modelos de produção. Ao contrário de algumas expectativas iniciais, a dicotomia entre olivais mais intensivos e olivais tradicionais não conduziu à exclusão de um sistema pelo outro. Pelo contrário, verificou-se uma coexistência dinâmica entre modelos distintos, frequentemente complementares».
Nas secções “Grandes tendências”, “Observatório” e “Leituras”, esta publicação «reúne um conjunto de contributos nacionais e internacionais com perspectivas distintas sobre um sector que se destaca pelo dinamismo, resiliência e estratégia na agricultura mediterrânica», assinala o GPP. «A análise da evolução do sector olivícola e oleícola salienta a transformação das últimas décadas, marcada pelo investimento em tecnologia, mecanização, regadio, inovação, qualidade, internacionalização e construção de marcas. Esta evolução permitiu afirmar o azeite como uma fileira estratégica à escala global, conciliando competitividade, diferenciação, sustentabilidade e valorização territorial», diz a entidade.
O GPP explica que a edição aborda também «os principais desafios que se colocam ao futuro do sector, nomeadamente os efeitos das alterações climáticas, a escassez de água, a volatilidade dos mercados e a conciliação entre diferentes modelos de produção». É ainda analisado «o papel das políticas públicas na transformação do sector, bem como o impacto da investigação, da inovação tecnológica, da economia circular e da promoção da qualidade e autenticidade do azeite português».
Esta edição é acompanhada pela Separata “Panorama dos números do olival e azeite”, com dados estatísticos sobre a evolução do sector olivícola e oleícola a nível mundial, na União Europeia e em Portugal, «permitindo uma panorâmica abrangente da ocupação territorial da cultura do olival, da produção, do consumo e do comércio internacional, analisando o impacto da modernização, do aumento da competitividade e dos desafios que enfrenta actualmente», refere o GPP. Pode consultar aqui a edição 35 da Cultivar, aqui a Separata, aqui a errata e aqui outras edições desta publicação.
O artigo foi publicado originalmente em Revista Frutas Legumes e Flores.













































