Pelo 13º ano consecutivo, o Centro de Frutologia Compal entregou 60 mil euros a projetos frutícolas, elevando o apoio acumulado a mais de 780 mil euros
Prémios refletem o conhecimento técnico, a estratégia de negócio e as práticas de sustentabilidade implementadas nos projetos vencedores deste ano no Cadaval, Tibães e Armamar
Centro de Frutologia Compal continua a apoiar a fruticultura nacional, promovendo inovação e sustentabilidade no setor
A Academia do Centro de Frutologia Compal num evento que reuniu mais de 100 produtores de fruta, procedeu à entrega de bolsas, premiando três empreendedores que se destacaram pelo impacto e inovação dos seus projetos frutícolas. A 139 edição da entrega de bolsas, no valor total de 60 mil euros, distinguiu três projetos localizados no Cadaval (distrito de Lisboa), Tibães (distrito de Braga) e Armamar (distrito de Viseu).
Cada vencedor recebeu uma bolsa no valor de 20 mil euros destinados a apoiar produtores na instalação, expansão ou reconversão das respetivas explorações agrícolas. Além do apoio financeiro, os projetos beneficiam de formação intensiva, aconselhamento estratégico e acesso a especialistas do setor.
Os três vencedores, com explorações de diferentes regiões no Oeste, Douro e Cávado, foram selecionados entre os 12 fruticultores empreendedores que integraram a edição de 2025 da Academia do CFC.
O Centro de Frutologia Compal é um projeto único em Portugal, que, há 13 anos, apoia o setor da fruticultura nacional através da promoção da inovação, da sustentabilidade e da valorização da fruta portuguesa ao longo de toda a cadeia de valor. Através da sua Academia, oferece anualmente um programa com cerca de 75 horas de formação, combinando módulos teóricos, sessões no terreno e visitas a explorações de referência e centrais fruteiras, dirigido a empreendedores frutícolas novos e já instalados. Com formação especializada e bolsas de incentivo, o CFC reforça o conhecimento técnico, a competitividade e a resiliência dos fruticultores, assumindo-se como um aliado estratégico para uma fruticultura mais qualificada, colaborativa e alinhada com as exigências do mercado e dos consumidores.
Ao longo dos últimos 13 anos, o Centro de Frutologia Compal atribuiu 780 mil euros em bolsas de apoio. Neste período, o CFC chegou a mais de 140 empreendedores frutícolas e dinamizou mais de 700 horas de formação, em formato presencial e digital, com impacto em 79 municípios de norte a sul do país.
Para Fernando Oliveira, presidente do CFC, “Para o CFC, é um orgulho contribuir diariamente para o desenvolvimento e promoção da fruticultura portuguesa, que é uma atividade económica com um impacto crescente na economia Portuguesa e na qualidade de vida dos consumidores. O alto nível dos projetos apoiados, pela sua inovação, empenho e ambição, reforçam a nossa confiança no sector. Através do Centro de Frutologia Compal estamos a dar maior visibilidade à qualidade das frutas portuguesas, queremos contribuir para o reforço desta fileira de produção e promover uma alimentação cada vez mais saudável”.
Vencedores da 13ª edição:
• Carlos Batista, produtor de Maçã Fuji e Pera Rocha no Cadaval, na região Oeste, apostou na expansão e reconversão de uma exploração frutícola com mais de 30 hectares. O projeto prevê o reforço da área de Maçã Fuji e a reconversão da produção de Pera Rocha, integrando soluções de agricultura de precisão, redes de proteção, coberturas anti chuva, mecanização da poda e sistemas de monitorização, para responder aos desafios das alterações climáticas, da escassez de mão-de-obra e das doenças fitossanitárias.
• Fernando Santos, produtor de Maçã Porta da Loja em Tibães, Braga, escolheu um projeto de expansão desta variedade regional numa exploração certificada em produção integrada, que combina maçã, uva, kiwi e limão, numa área com 15,2 hectares. O seu posicionamento assenta na valorização integral da fruta, do consumo em fresco à transformação em compotas, desidratados, chocolates e destilados, um modelo de desperdício zero, sustentabilidade agrícola e valorização de produtos regionais. A iniciativa inclui uma componente de sensibilização para o aproveitamento de fruta de pequeno calibre ou com defeitos visuais.
• Daniela Silva, produtora de Maçã e Cereja em Armamar, tem um projeto agrícola com 15,19 hectares, centrado na expansão e reconversão de pomares de macieiras e cerejeiras, numa exploração orientada para a autossustentabilidade e rentabilidade. Com foco na inovação, eficiência hídrica e autonomia energética, o projeto responde aos desafios climáticos através da adoção de redes de proteção solar e anti-granizo, sistemas de rega otimizados, energia solar e práticas regenerativas, assegurando uma produção competitiva, resiliente e preparada para mercados globais.

Na seleção dos melhores projetos, entre 12 participantes, foram valorizados o conhecimento técnico, a estratégia de negócio e as práticas de sustentabilidade a implementar. Além do reforço de competências técnicas e de gestão, cada um dos três vencedores recebeu uma bolsa de instalação de 20.000€ com o fim de apoiar a concretização dos projetos apresentados.
Para mais informações sobre a Academia e as suas iniciativas, visite-nos em https://www.compal.pt/centro-frutologia-compal.
Fonte: Academia do Centro de Frutologia Compal















































