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– 12-03-2012 |
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Santa Marta de Penagui�o: PJ esteve na adega a recolher elementosO presidente da Adega de Santa Marta de Penagui�o, Eduardo Lopes, admitiu hoje que a Pol�cia Judici�ria (PJ) esteve nas instala��es da cooperativa a recolher elementos, sem, no entanto, avan�ar os motivos. A Caves Santa Marta, criada h� cerca de 50 anos, � a maior cooperativa da Regi�o Demarcada do Douro, com cerca de 2.000 associados. Jos� Eduardo Lopes disse � Lusa que, na quinta-feira, elementos da PJ estiveram nas instala��es da adega a "fazer perguntas" e a "recolher elementos" relacionados com a contabilidade. No entanto, o respons�vel acrescentou não saber o que procuravam os inspectores, nem as raz�es que motivaram a visita � cooperativa. A notícia foi avan�ada na edição de hoje do Jornal de notícias. Com um passivo de cerca de 22 milhões de euros, a cooperativa deve 16 milhões de euros � banca e o restante aos associados e fornecedores. Aos viticultores, a cooperativa deve duas colheitas. A C�mara de Santa Marta de Penagui�o, presidida por Francisco Ribeiro, anunciou em Fevereiro que vai pagar um estudo de viabiliza��o econ�mica para a adega cooperativa local. O estudo, pedido � empresa Deloitte, vai custar cerca de 100 mil euros e deve estar conclu�do em Maio ou Junho. Entretanto, a direc��o da adega Caves Santa Marta demitiu-se, mas permanecer� em funções até � conclusão deste trabalho, altura em que seráo depois convocadas novas elei��es. Num concelho onde predomina a vitivinicultura, esta cooperativa representa, segundo o autarca, um importante papel. "Possui cerca de dois mil associados. A nossa economia está dependente directa ou indirectamente daquela casa", sublinhou, na altura, o autarca. A vitivinicultura atravessa uma grave crise, o vinho está a ser mal pago e o benef�cio (quantidade de mosto que pode ser transformado em vinho do Porto), que era a principal fonte de rendimento dos agricultores, foi reduzido em 25 por cento em 2011. Por causa de tudo isto, Francisco Ribeiro quer "ajudar a salvar" a adega. O autarca espera que o estudo ajude a "definir novos caminhos", novas formas de gestáo, mais profissionalizada, ainda ajudar a dinamizar a parte comercial, apontando novos mercados, e a encontrar uma f�rmula para ajudar a pagar � banca em presta��es mais leves. Jos� Eduardo Lopes admitiu que a adega está a atravessar uma situa��o financeira complicada e que os atrasos no pagamento das colheitas t�m provocado alguma insatisfa��o entre os associados. O respons�vel explicou que a situa��o financeira se complicou ap�s as grandes colheitas de 2001 e 2002, que foram liquidadas aos associados mas não vendidas na totalidade, obrigando a adega a recorrer ao cr�dito. "Da� o endividamento ter aumentado substancialmente", salientou. A juntar a isto verifica-se agora uma maior dificuldade de acesso ao cr�dito banc�rio e a diminui��o do benef�cio que, para esta empresa, representou cerca de menos um milh�o de euros. Fonte: Lusa
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