A Câmara da Lousã vai avançar com uma operação, com orçamento de 429 mil euros, que prevê remover material lenhoso afetado pela tempestade Kristin, entre outras intervenções no perímetro florestal do concelho.
A Operação Integrada de Gestão Paisagem (OIGP) 2.0, criada no âmbito dos apoios do Governo às áreas florestais afetadas pela tempestade que assolou sobretudo a região Centro no início do ano, tem uma delimitação de área na Lousã de cerca de 12.943 hectares, integrando 7.319 hectares de área florestal, afirmou o município, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.
A operação, além de prever a remoção e transporte de árvores tombadas pela tempestade, prevê a gestão de biomassa residual, “a criação ou reforço de parques temporários de armazenamento de material lenhoso, ações de controlo fitossanitário de emergência e o restabelecimento de acessibilidades, nomeadamente ao nível da rede viária florestal”, aclarou.
As áreas mais atingidas naquele concelho do interior do distrito de Coimbra distribuem-se pelas “cinco freguesias do concelho, correspondendo cada uma delas a uma unidade de intervenção”, acrescentou.
Antes de ter sido aprovada, a operação, que tem como entidade gestora o próprio município, foi objeto “dos procedimentos legalmente exigidos, incluindo divulgação e consulta pública, tendo sido posteriormente submetida à apreciação dos proprietários e demais interessados abrangidos pela operação, em reunião conjunta realizada no dia 25 de junho de 2026”.
“Na sequência da aprovação por unanimidade, encontram-se reunidas as condições para a submissão da proposta ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas”, para aprovação final, explicou o município.
As OIGP 2.0 foram criadas na sequência dos danos provocados pela Kristin nas áreas florestais, tendo deixado muitas árvores tombadas e estradas florestais obstruídas.
A OIGP 2.0 da Lousã prevê também investimentos associados “ao apoio técnico, acompanhamento da execução, elaboração de cartografia, preparação e gestão de procedimentos, validação de pedidos de pagamento e verificação da execução física das operações”, disse.
Citado na nota de imprensa, o presidente da Câmara da Lousã, Victor Carvalho, salientou que esta operação é “uma resposta necessária, urgente e responsável aos danos provocados pela tempestade Kristin, mas é também uma oportunidade para reforçar a gestão ativa da paisagem”.














































