No Baixo Alentejo, onde a planície se estende até onde a vista alcança e os olivais acompanham o ritmo das estações há séculos, um grupo de empresários decidiu fazer uma pergunta provocatória: e se Portugal pudesse produzir azeite virgem extra premium em escala industrial, com tecnologia de ponta, práticas sustentáveis e qualidade para conquistar os mercados mais exigentes do planeta? Em 2017, o Grupo Vale começou a responder, e a resposta já alcançou sete países em três continentes.
O Grupo Vale nasceu da convergência de ideias do empresário português Pedro Marques e do espanhol Enrique Perez. Juntos, identificaram no Alentejo uma oportunidade única, com solos férteis, clima favorável, tradição olivícola milenar e, por tudo isto, decidiram apostar a sério. Foram 20 milhões de euros de investimento numa infraestrutura industrial que é hoje uma das mais avançadas da Europa para produção de azeite.
O Lagar do Vale, coração industrial do grupo, opera com capacidade para laborar 2.800 toneladas de azeitonas por dia e produzir 350 toneladas de azeite diariamente, números que colocam esta unidade numa categoria raramente atingida por produtores ibéricos. Com capacidade de armazenamento de 10.000 toneladas e certificações ISO 9001, ISO 14001 e IFS, a infraestrutura foi construída a pensar no mundo.
45 herdades, 10.000 hectares, uma filosofia coerente
A escala do Grupo Vale vai muito além da capacidade do lagar. A empresa explora 45 herdades em todo o Alentejo, com 6.550 hectares de olival próprio cultivados com agricultura de precisão e irrigação sustentável gota a gota. A par do olival, a amêndoa afirma-se como segunda grande fileira do grupo, com gestão e comercialização que seguem os mesmos padrões de exigência. E para lá das suas próprias explorações, o Grupo Vale presta ainda consultoria agronómica de gestão chave-na-mão para mais de 15.000 hectares de terceiros, posicionando-se como referência técnica do setor.
A sustentabilidade faz parte do modelo de negócio. A energia consumida nas instalações provém, em grande parte, de biomassa gerada pelos próprios subprodutos da azeitona. O investimento numa unidade de produção para autoconsumo solar reforça a aposta na transição energética. A fertilização orgânica e a gestão responsável da água completam um quadro que seria ambicioso para qualquer empresa, e que no contexto agroindustrial português é verdadeiramente diferenciador.
De Portugal para o mundo contando com a Garantia Mútua
Construir uma das instalações de extração de azeite mais avançadas da Europa, desenvolver uma rede de explorações agrícolas à escala alentejana e posicionar o produto nos mercados de Portugal, Espanha, Itália, França, EUA, Brasil e Chile são projetos que exigem capital, estrutura e parceiros que compreendam a dimensão e o horizonte temporal dos investimentos em causa.
Foi neste contexto que a Garantia Mútua se tornou um parceiro estruturante do Grupo Vale. Através da Linha BPF Invest Export, a empresa conseguiu aceder a financiamento bancário em condições mais vantajosas, com a garantia mútua a reduzir o risco percebido pelas instituições financeiras e a abrir caminho para operações de crédito que de outro modo seriam mais difíceis ou mais onerosas de concretizar. O resultado foi uma aceleração na implementação dos investimentos estratégicos, sem comprometer a solidez financeira do grupo.
O futuro do Alentejo tem o cheiro do seu azeite
Mais do que um produtor de azeite o Grupo Vale é, hoje, é uma plataforma agroindustrial integrada que combina tradição e inovação, escala e sustentabilidade, raízes alentejanas e ambição global. Uma empresa que prova que o interior de Portugal pode ser palco de projetos de referência europeia e que, com os parceiros certos ao lado, transformar o território é não só possível como necessário. Porque quando o Alentejo exporta excelência, o país inteiro ganha.
Sobre a Linha BPF Invest Export
Criada no âmbito do Programa Reforçar, a Linha BPF Invest Export surge como resposta direta ao novo cenário internacional, marcado pelo aumento de tarifas e instabilidade nos mercados globais. Visa apoiar o investimento e o fundo de maneio das Empresas Exportadoras Portuguesas, promovendo a sua adaptação a novos mercados, com foco nas geografias extracomunitárias.
Fonte: Garantia Mútua














































