A Quinta do Gato recebeu jornalistas, criadores de conteúdo e profissionais do setor vitivinícola para uma experiência dedicada à descoberta da identidade dos vinhos Lugar do Gato e à afirmação do território de Lafões enquanto região vitivinícola emergente.
A iniciativa contou com a presença de Manuel Pinheiro, Presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão, e de Carlos Oliveira, antigo Presidente da mesma instituição, reforçando a atenção crescente em torno de projetos emergentes da região e do seu potencial de afirmação no panorama vitivinícola nacional.
A visita iniciou-se na vinha, onde os participantes contactaram com a encosta granítica da propriedade e com o enquadramento natural que influencia diretamente a identidade dos vinhos da Quinta do Gato. Seguiu-se a apresentação do projeto, centrada na ligação entre território, tempo e vinho, com particular destaque para a intervenção técnica do enólogo António Pina, responsável por conduzir os convidados através das diferentes etapas do processo produtivo, desde a vinha até à garrafa, contextualizando as opções enológicas que definem a identidade dos vinhos Lugar do Gato.
Para Paulo Páscoa, gestor do projeto, o encontro “destinou-se à afirmação do projeto Quinta do Gato Enoturismo e à divulgação de Lafões como destino vitivinícola de qualidade, com identidade e potencial de crescimento”.
Prova vertical de cinco colheitas confirma identidade dos vinhos brancos
O primeiro momento técnico do dia foi dedicado a uma prova vertical dos vinhos brancos Lugar do Gato, abrangendo as colheitas de 2021 a 2025, todos provenientes da mesma parcela da Quinta do Gato.
Este conjunto permitiu evidenciar a consistência do projeto e a forma como os vinhos brancos de Lafões têm vindo a afirmar uma notável capacidade de evolução em garrafa, revelando progressivamente maior complexidade, estrutura e definição aromática ao longo das diferentes colheitas.
Durante este momento, Carlos Páscoa, proprietário da Quinta do Gato, destacou a dimensão histórica da evolução da região de Lafões, sublinhando “a luta dos poucos produtores da região e, em particular, o esforço contínuo que temos vindo a desenvolver para demonstrar a qualidade e identidade dos vinhos de Lafões”
Vinhos da Mina revelam impacto do estágio subterrâneo
Seguiu-se a prova do Lugar do Gato Reserva Tinto 2022 nas suas diferentes fases de estágio em mina, com provas realizadas aos 12, 18 e 24 meses.
Este momento permitiu observar a evolução do vinho em condições naturais de temperatura constante, ausência total de luz e elevada estabilidade ambiental, características do espaço subterrâneo onde decorre o estágio do projeto Gato da Mina.
O vinho com 24 meses de estágio destacou-se de forma consistente entre os participantes, pela sua frescura, vivacidade e expressão aromática, transmitindo uma perceção de juventude inesperada face ao seu tempo de evolução, reforçando o caráter diferenciador deste método de envelhecimento.
Um projeto centrado na afirmação de Lafões
Ao longo do dia, o evento foi entendido como uma leitura do território através do vinho, reforçando a ideia de que Lafões possui uma identidade própria ainda em afirmação no contexto vitivinícola nacional.
No encerramento da visita, Celeste Bento, proprietária e viticultora, despediu-se dos convidados agradecendo a presença de todos e sublinhando “o apoio da Comissão Vitivinícola Regional do Dão e do Dr. Manuel Pinheiro neste percurso de valorização e projeção dos vinhos de Lafões”.
Mais do que uma prova de vinhos, a experiência procurou proporcionar uma imersão na essência da Quinta do Gato, cruzando território, tempo e intervenção humana como elementos centrais da identidade do projeto.
No final da visita, a equipa expressou o desejo de que os participantes tenham regressado com a memória de uma experiência marcada pela descoberta, mas também com uma leitura mais clara de Lafões, um território onde autenticidade, natureza e tradição vitivinícola se unem para dar origem a vinhos de identidade própria.
Fonte: Quinta do Gato














































