A produção de maçã da União Europeia (UE) deverá situar-se nos 9,5 milhões de toneladas em 2026, o valor mais baixo registado nos últimos nove anos, segundo as previsões da Associação Mundial da Maçã e da Pera, apresentadas na conferência Prognosfruit, evento internacional dedicada à análise das perspetivas de produção e mercado da maçã e da pera.
O volume previsto representa uma quebra de 16% face à campanha anterior e fica 14% abaixo da média dos últimos três anos.
A campanha deverá ser uma das mais curtas dos últimos anos na UE, num contexto marcado por fenómenos meteorológicos extremos, incluindo geadas primaveris, ondas de calor, seca e granizo, bem como por novas ameaças fitossanitárias.
Segundo os dados divulgados na Prognosfruit, a Polónia será um dos países mais afetados, com uma produção prevista de 2,7 milhões de toneladas, menos 30% do que na campanha anterior, devido ao impacto das geadas.
França deverá registar uma quebra de 24%, para cerca de 1,2 milhões de toneladas, associada sobretudo à presença de afídeos e agentes patogénicos.
A produção alemã deverá cair 11%, para um milhão de toneladas. Bélgica e Países Baixos deverão registar descidas de 25% e 17%, respetivamente.
Itália apresenta uma redução mais limitada, de 2%, com uma produção prevista de 2,3 milhões de toneladas. Em sentido contrário, Espanha deverá crescer 8%, enquanto a Grécia deverá aproximar-se das 300 mil toneladas, com um aumento de 53%.
Golden Delicious e Gala entre as variedades mais afetadas
Por variedades, as maiores quebras previstas em 2026 verificam-se na Golden Delicious e na Gala, com descidas de 11% e 9%, respetivamente.
A Red Delicious deverá recuar 5% e a Granny Smith 4%. A Fuji mantém-se praticamente estável, com uma subida de 1%, enquanto as novas variedades deverão crescer 9%, aproximando-se das 700 mil toneladas.
Em termos de qualidade, as previsões da Associação apontam para calibres ligeiramente inferiores aos da campanha anterior e para uma antecipação da colheita em vários países.
Apesar de a campanha 2026/2027 apontar para uma perspetiva comercial relativamente estável para os produtores, o setor enfrenta o desafio de manter a quantidade e a qualidade das colheitas nos próximos anos.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.












































