Portugal vai receber mais de 9,4 milhões de euros da União Europeia (UE) no âmbito do Plano de Ação para os Fertilizantes, segundo informação a que a Lusa teve hoje acesso.
A ajuda de 9.455.600 euros, proveniente da ativação da reserva agrícola, foi atribuída a Portugal pela Comissão Europeia no âmbito do Plano de Ação para os Fertilizantes da UE, uma iniciativa estratégica adotada pelo executivo comunitário em maio de 2026 devido à crise no abastecimento, a escassez e a escalada de preços dos fertilizantes no bloco.
O plano anunciado em 12 de junho inclui um total de 540 milhões de euros e os Estados-membros podem complementar este montante com fundos nacionais até 200%, elevando o apoio financeiro total disponível para um valor potencial de 1,5 mil milhões de euros.
A UE depende fortemente da importação de adubos e das matérias-primas para os produzir — importando cerca de 30% do azoto, 40% do potássio e 70% do fósforo.
As recentes tensões geopolíticas no Médio Oriente (como o fecho do estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico) e o corte de fornecedores históricos como a Rússia e a Bielorrússia desestabilizaram os custos da energia e do gás natural (essenciais para produzir fertilizantes sintéticos), forçando a UE a agir para proteger a sua segurança alimentar e autonomia económica.
O plano inclui ainda a atribuição de ajudas estatais flexíveis aos agricultores e a suspensão de tarifas aduaneiras para importações essenciais de adubos azotados (como a ureia e a amónia) e o reforço da indústria química europeia.













































