A Capwatt, grupo empresarial multinacional de referência em soluções energéticas sustentáveis, vai investir em três novas unidades de produção de biometano renovável em Itália, reforçando a sua estratégia no país. Os novos projetos localizam-se no centro e sul de Itália e terão uma capacidade conjunta de produção de aproximadamente 151 GWh por ano de biometano, contribuindo para os objetivos de transição energética do país e para a descarbonização dos setores dos transportes e da indústria.
Os méritos ambientais dos projetos e o compromisso da Capwatt com a inovação, a transição energética e a sustentabilidade ambiental, permitiram ao grupo obter linhas de financiamento verde de 56 milhões de euros destinadas à sua construção. O consórcio financiador integra o ING Bank NV – Milan Branch e o UniCredit Spa, ambos na qualidade de Global Coordinators, Mandated Lead Arrangers, Bookrunners e Green Loan Coordinators, tendo o UniCredit atuado ainda como “banco agente”. Esta operação enquadra-se numa estrutura de Project Finance mais abrangente, concebida para suportar um portefólio alargado de ativos da Capwatt que vai além dos três projetos anunciados.
Miguel Gil Mata, CEO da Prismore Capital e da Capwatt, afirma que “o biometano renovável é uma das respostas mais concretas à dependência energética europeia, transformando subprodutos agrícolas e pecuários, não usados na cadeia alimentar em energia. É economia circular aplicada à escala industrial. A Capwatt está empenhada em ajudar os países, os organismos locais e as empresas a melhorar a sua pegada ambiental, nomeadamente nos sectores agrícolas e pecuário, nos sectores industriais e dos transportes, através da transformação dos seus subprodutos em energia renovável para o seu funcionamento”.
Pierlorenzo Monterisi, Head of Biomethane Italy, afirma que “projetos de produção de biometano renovável em Itália visam valorizar efluentes pecuários e subprodutos agroindustriais, produzindo não só biometano de elevada qualidade, mas também um fertilizante natural que pode ser utilizado em substituição de fertilizantes químicos, gerando um impacto positivo para as comunidades locais e para o país, prevendo-se que ajudem a evitar cerca de 30 mil toneladas de CO2e, por ano”.
Além dos benefícios ambientais, os projetos promovem a economia circular e o desenvolvimento local, através da criação de emprego, da utilização de subprodutos que terminariam como resíduos, da geração de receitas adicionais para agricultores e indústrias fornecedoras de biomassa e da disponibilização de energia renovável.
Financiamento ESG reconhece solidez financeira e benefícios ambientais
O financiamento obtido prevê o cumprimento de rigorosos critérios ESG, demonstrando a robustez dos projetos tanto do ponto de vista financeiro como do ponto de vista ambiental e social. Os projetos encontram-se alinhados com os Princípios do Equador, a Taxonomia Europeia e os requisitos DNSH, reforçando o compromisso da Capwatt com as melhores práticas internacionais de financiamento sustentável.
Naim Danji, Head of Funding & Capital Markets da Capwatt, realça que “a conclusão desta operação demonstra a capacidade da Capwatt para desenvolver projetos de biometano desde a sua conceção até ao fecho financeiro, combinando competências técnicas, industriais e financeiras numa abordagem integrada. Este resultado só foi possível graças ao envolvimento e colaboração de um conjunto alargado de stakeholders, incluindo instituições financeiras, consultores técnicos e jurídicos, equipas de desenvolvimento e entidades públicas, cujo contributo foi fundamental para o sucesso da transação.”
Miguel Gil Mata conclui: “Vamos continuar a investir em novos projetos de biometano renovável na Europa, nomeadamente em Portugal, Espanha, Itália e Polónia, com o propósito de contribuir para o desenvolvimento sustentável. Estamos abertos a parcerias e operações que contribuam para cumprir o propósito nacional e europeu de acelerar a descarbonização e fomentar a economia circular”.
Fonte: Capwatt













































