Cerca de 1,9 milhões de hectares de florestas arderam na Indonésia entre janeiro e o final de setembro deste ano, declarou hoje um organismo de monitorização que analisa imagens de satélite.
Este número é uma estimativa conservadora porque o fumo dificultou a verificação via satélite, segundo o fundador da plataforma de monitorização de desflorestação Nusantara Atlas, David Gaveau.
O Governo indonésio não forneceu mais números oficiais sobre as áreas ardidas desde o seu anúncio, no final de julho, sobre a devastação pelo fogo em 202 mil hectares de floresta.
Segundo Gaveau, a extensão real dos incêndios é, provavelmente, muito superior aos 1.916.588 hectares ardidos estimados, até a data, pela sua organização.
“As nossas estimativas de áreas ardidas são conservadoras por dois motivos. Primeiro, excluímos as cicatrizes de incêndio com menos de 6,25 hectares (…) Segundo, nós tentamos evitar falsas deteções”, explicou.
Este ano, o cálculo foi também afetado por um fumo denso que, por vezes, obscureceu as imagens de satélite.
“Portanto, a área total ardida registada subestima a área real que foi consumida pelo fogo”, esclareceu.
Ainda assim, os dados do Nusantara Atlas mostram que a área ardida até ao final de setembro deste ano foi 38% superior à registada no mesmo período de 2019.
Os satélites utilizados pelo sistema de monitorização não estavam disponíveis durante os graves incêndios de 2015; por este motivo, não existem dados comparáveis com aquele período.
No entanto, segundo Gaveau, “a situação é, provavelmente, tão grave quanto. Se observarmos o número bruto de focos de incêndio, a tendência continua a ser de subida”.















































