Entre julho e outubro, setor agroindustrial volta a exigir reforço de equipas, com 82% das funções concentradas em perfis operacionais
A campanha do tomate, que decorre entre julho e outubro, volta a afirmar-se como um dos períodos mais exigentes para o setor agroindustrial em Portugal, impulsionando o recrutamento sazonal e exigindo uma resposta rápida e estruturada por parte das empresas.
No ano passado, a Eurofirms – People first deu resposta ao aumento da procura no setor agrícola, gerindo mais de 250 vagas, refletindo a elevada capacidade de resposta às necessidades de recrutamento num período crítico. As funções mais procuradas concentraram-se sobretudo em perfis operacionais, que representaram cerca de 82% das vagas, incluindo operadores de produção e limpeza de linhas, bem como operadores de armazém e operadores de classificação. Paralelamente, verificou-se também a procura por funções técnicas e qualificadas, como analistas de laboratório e supervisores, essenciais para assegurar o controlo de qualidade e a eficiência dos processos industriais.
Emprego jovem e talento local em destaque
Dentro dos perfis contratados, a faixa etária entre os 21 e os 25 anos teve um peso de 32%, evidenciando o papel destas campanhas na integração de jovens no mercado de trabalho. Em termos de qualificação, cerca de 70% dos trabalhadores tinham o ensino secundário, enquanto 24% apresentavam formação superior, refletindo a crescente exigência técnica de algumas funções no setor agroindustrial.
Também a diversidade de nacionalidades marcou o recrutamento, com destaque para profissionais de Portugal (56%), Índia (12%) e Angola (9%), refletindo a capacidade do setor para atrair talento de diferentes origens e dar resposta a picos de procura intensos e concentrados no tempo.
Setor estruturante da economia nacional
Neste âmbito, Portugal tem vindo a afirmar-se como um dos principais produtores de tomate para indústria na União Europeia, posicionando-se entre os maiores produtores comunitários e concentrando uma parte relevante da produção europeia. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, o tomate destaca-se pelo seu peso na produção agrícola nacional e pela sua ligação à indústria transformadora alimentar. No último ano agrícola, registou-se um aumento da área cultivada, ainda que com ajustes na produtividade, refletindo a exposição do setor a fatores climáticos e de custos.
Planeamento e antecipação como fatores críticos
Num contexto marcado pela sazonalidade e pela volatilidade da procura, a capacidade de antecipação assume um papel determinante. O arranque do recrutamento para 2026 evidencia a necessidade de planeamento estratégico por parte das empresas, de forma a garantir a continuidade das operações e a qualidade dos processos produtivos.
“A campanha do tomate é um dos momentos mais exigentes para o setor agroindustrial, não apenas pelo volume de contratação, mas pela necessidade de garantir perfis alinhados com operações altamente exigentes em termos de ritmo e qualidade. As empresas estão cada vez mais conscientes da importância de planear com antecedência para responder a picos de produção muito concentrados no tempo. O nosso papel passa por assegurar essa resposta, com processos ágeis e uma forte proximidade ao talento disponível no terreno”, afirma Filipa Almeida da Eurofirms em Portugal.
Para 2026, a Eurofirms já iniciou o recrutamento, contando atualmente com 250 vagas em aberto, antecipando um novo reforço da procura de talento para responder às necessidades de produção.
A campanha do tomate continua, assim, a desempenhar um papel relevante na dinamização do mercado de trabalho em Portugal, exigindo uma articulação eficaz entre empresas, trabalhadores e parceiros de recrutamento.
Fonte: Eurofirms












































