Carlota Vaz Patto, investigadora do ITQB NOVA, foi eleita presidente da Sociedade Internacional de Leguminosas (International Legume Society, ILS), organização global dedicada ao estudo das leguminosas. É a primeira mulher a assumir este cargo.
De acordo com o comunicado de imprensa, a investigadora lidera o Laboratório de Genética e Genómica das Características Complexas de Plantas no ITQB NOVA. A sua eleição foi anunciada na mais recente conferência da International Legume Society, realizada na Croácia, entre 8 e 12 de junho de 2026.
A Sociedade Internacional de Leguminosas foi criada em 2011 e reúne especialistas de vários países para promover a partilha de conhecimento, a colaboração científica e o desenvolvimento de soluções ligadas às leguminosas, desde a produção até ao consumo.
O trabalho da organização tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de leguminosas mais produtivas e resistentes, contribuindo para sistemas agrícolas mais sustentáveis e para uma alimentação mais diversificada.
Carlota Vaz Patto acompanhou a evolução da sociedade desde a sua origem como associação europeia até à sua afirmação como organização internacional. Para a investigadora, a eleição representa uma honra e também uma responsabilidade.
“Assumir esta função é dar continuidade a esse trabalho e contribuir para fortalecer uma comunidade científica cada vez mais inclusiva, interdisciplinar e global”, afirmou.
Enquanto presidente, Carlota Vaz Patto pretende “promover uma maior ligação entre o conhecimento científico produzido e os decisores políticos e outras redes internacionais” e “investir na valorização das novas gerações e na promoção da igualdade de oportunidades, incentivando a participação de jovens investigadores e de mulheres, bem como o intercâmbio intergeracional”.
A investigadora tem ainda como objetivo envolver regiões ainda sub-representadas e estimular uma participação mais ativa, regular e participativa dos membros da sociedade.
No ITQB NOVA, o trabalho de Carlota Vaz Patto centra-se na identificação dos genes que controlam características complexas em leguminosas e cereais de interesse nacional, incluindo o feijão-comum, o milho e o chícharo. Esta última é uma leguminosa subutilizada com potencial nutricional e agronómico.
A investigadora defende também uma abordagem participativa à investigação, envolvendo agricultores e consumidores nos projetos.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.














































