A exportação de fibra de algodão por Moçambique duplicou no primeiro trimestre, face a 2025, para quase 4.228 milhões de dólares (3,6 milhões de euros), segundo dados do Governo.
De acordo com um relatório de execução, com informação do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, foram exportadas 3.133 toneladas de fio de algodão por Moçambique de janeiro a março, essencialmente para o Bangladesh, Dubai e Suíça.
No primeiro trimestre de 2025, essas exportações foram de 1.636 toneladas, no valor total de 2.514 milhões de dólares (2.158 milhões de euros), de acordo com o histórico do relatório.
O preço de algodão por quilograma vai subir 22,7% na época agrária 2025/2026 em Moçambique, para 27 meticais (36 cêntimos de euros), anunciou em 15 de maio o Governo, que quer recuperar empresários que desistiram do setor devido aos preços anteriores.
“A equação dava 26,5 [meticais por quilograma (…) mas nós vimos que era possível conseguir chegar até, pelo menos, 27 meticais. Gostaríamos que fosse muito mais que isso, mas vamos arredondar para 27 meticais o quilo e o Estado, juntamente com a indústria, vai encontrar um mecanismo de compensar este meio metical adicional aos produtores”, disse o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino.
O governante falava em Maputo, após a reunião de negociação do preço mínimo do algodão e oleaginosas para a campanha 2025/2026, em que indicou que o Governo, juntamente com o setor privado, vai cobrir a diferença sem recorrer ao fundo de estabilização, pedindo melhorias na produção através de sementes melhoradas e tecnologia adequada.
“Os produtores são muito sensíveis aos preços, então bastou uma redução como no ano passado e logo perdemos 30, 40% dos produtores no setor, então o Governo e o setor privado decidimos unir esforços para iniciar uma recuperação daqueles que desanimaram para que voltem”, disse o ministro.
A nova tabela fixa o preço com uma subida em 22,7% face à época agrária anterior, em que foi de 22 meticais (30 cêntimos de euro) por quilograma para o algodão de primeira qualidade.
“Os preços aqui acordados devem servir como instrumento mobilizador e de incentivo à produção, visando o aumento da produtividade, melhoria do rendimento das famílias produtoras e o fortalecimento da competitividade e eficiência do setor agrícola nacional”, disse o ministro.
As negociações dos preços mínimos do algodão passam a integrar as oleaginosas, com o ministro a indicar que estes setores envolvem mais de 800 mil produtores familiares em todo o país, dos quais cerca de 100 mil no algodão e 700 mil nas oleaginosas.
Na campanha passada, Moçambique alcançou 25 mil toneladas de algodão caroço, com a participação de três empresas de fomento, e mais de 350 mil toneladas de oleaginosas diversas em mais de 140 distritos, conforme informação apresentada pelo executivo.
Moçambique representa menos de 0,5% da produção mundial de algodão, num mercado liderado por países como Estados Unidos, China ou Índia.
A área de produção de algodão em Moçambique cresceu de 95.097 hectares em 2023 para 96.523 hectares no ano passado.















































