Estação de Castelo Branco. Já conhece o último Aviso Agrícola?

[Fonte: Agricultura e Mar]

A Estação de Avisos Agrícolas de Castelo Branco acaba de emitir a sua Circular nº 9/2019 de 17 de Junho, na qual alerta, entre outras doenças das culturas agrícolas, para o bichado da fruta, a traça da oliveira, o míldio da vinha e a mosca da cereja.

No que diz respeito às pomóideas (macieiras e pereiras), aquela Estação alerta para o bichado da fruta e diz que “nas armadilhas dos nossos postos de observação biológica (POB) aumentaram as capturas de adultos da 1.ª geração do bichado. Assim, deve proceder à estimativa do risco na sua parcela para avaliar da necessidade do tratamento de acordo com as regras da Protecção Integrada”.

Realça a Circular que, com base na avaliação do somatório das temperaturas acumuladas, “prevemos o início da 2.ª geração do bichado na última semana de Junho nos pomares localizados a sul da serra da Gardunha e na 2.ª semana de Julho nos pomares localizados a norte da serra da Gardunha”.

Pedrado

Quanto ao pedrado, a Estação aconselha a manter o pomar protegido devido ao risco de desenvolvimento de manchas, aconselha-se a realização de tratamento com um produto de acção preventiva. Pode optar por um produto fitofarmacêutico que combata em simultâneo o oídio se observar sintomas desta doença no pomar.

Traça da oliveira

Já no que diz respeito ao olival, nomeadamente a traça da oliveira, a Estação de Avisos Agrícolas de Castelo Branco revela que “nos nossos postos de observação biológica o voo da traça na geração carpófaga (geração que ataca os frutos) aumentou mas sem atingir o NEA”.

No entanto, acrescenta, nos olivais com fraco vingamento e onde normalmente se registam prejuízos causados por esta praga, aconselha-se a realização de tratamento com um produto homologado.

Citrinos

Nos citrinos, refere a Circular daquela Estação que as cochonilhas encontram-se na fase larvar, estado mais suscetível à luta química. Em presença da praga, efectue tratamento de preferência com produto à base de óleo parafínico (ex-óleo de verão).

Deve realizar o tratamento quando os frutos tiverem o tamanho de uma noz, regar bem as árvores antes e depois da aplicação e existir boa distribuição da calda na planta.

Cerejeiras

Nas cerejeiras, o destaque vai para a mosca da cereja, com a Estação a dizer que as capturas de adultos da mosca da cereja “aumentaram nos nossos POBs. Nos pomares com variedades tardias, onde é frequente o ataque da praga, deve manter a cultura protegida com um insecticida homologado”.

Quanto à drosófila da asa manchada, diz a mesma Cirdular que as armadilhas para captura massiva devem continuar a ser mantidas mesmo depois da colheita com o objectivo de baixar as populações da praga.

Pessegueiros

Nos pessegueiros a Estação de Avisos Agrícolas de Castelo Branco chama a atenção para a mosca do Mediterrâneo (Ceratitis capitata). “Nos pomares com variedades tardias onde o aparecimento da praga é frequente, se atingir o NEA (presença de 2-3 frutos picados e/ou capturas nas armadilhas >1 adulto/armadilha/dia), deverá efectuar tratamento com insecticida homologado”.

Vinha

Quanto ao oídio na vinha, diz aquele entidade tutelada pelo Ministério da Agricultura que deve manter a vinha protegida pois encontra-se num estado fenológico de grande sensibilidade ao oídio.

No Modo de Produção Biológico, estão autorizados produtos à base de enxofre e hidrogenocarbonato de potássio.

Míldio

Já no míldio, diz aquela Estação que “nos nossos postos de observação biológica continuamos sem registar manchas de míldio. No entanto, devido à instabilidade do tempo prevista pelo IPMA para os próximos dias, aconselhamos a realização de tratamento nas vinhas com sintomas.”

A calda deve ser dirigida principalmente aos cachos.

No Modo de Produção Biológico, estão autorizados produtos à base de cobre.

Pode consultar a Circular completa aqui.

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