Neste episódio, Miguel de Castro Neto, diretor da Nova IMS, e Firmino Cordeiro, diretor-geral da AJAP, refletiram de que forma a economia circular pode ajudar a democratizar o acesso a ferramentas digitais no setor agrícola, num contexto de crescente adoção de inteligência artificial generativa e de tecnologias de agricultura de precisão.
São três as áreas temáticas em destaque no Laboratório Vivo da Agricultura 4.1: sustentabilidade, digitalização e comunicação, sendo este o segundo de três episódios dedicados. A plataforma promove a capacitação e a competitividade dos Jovens Agricultores (JA) e Jovens Empresários Rurais (JER), através da disponibilização online e gratuita de conteúdos nas áreas da comunicação, sustentabilidade e digitalização.
Neste especial sobre Digitalização, foram abordados temas como o volume crescente de dados no setor agrícola, dispersos no espaço, no tempo e por múltiplas entidades, o contributo da inteligência artificial generativa e a importância de trabalhar com conteúdos curados e de qualidade. Foi, ainda, sublinhado que a agricultura tem sido pioneira na transição digital, sempre como um early adopter da tecnologia, e que a IA generativa pode dar um impulso ainda maior à evolução de um setor já em rápida transformação com as ferramentas de agricultura de precisão e a robotização. Um dos principais desafios identificados foi a quantidade quase infinita de dados a circular no setor, dispersos por inúmeras entidades.
Para Firmino Cordeiro, diretor-geral da AJAP, o verdadeiro desafio está em levar estas ferramentas aos pequenos e médios empresários. “A transição para uma economia circular, em que se usam as soluções como serviço em vez de se ser proprietário delas, pode ser uma forma de democratizar o acesso e generalizar a digitalização”, defendeu, sublinhando também o papel das organizações de agricultores no acompanhamento desta transição.
Assim, a transição para uma economia circular, com recurso a soluções como serviço em vez da aquisição de propriedade, foi apontada como um caminho possível para ‘democratizar’ o acesso à tecnologia e generalizar a digitalização junto de todos os agricultores, independentemente da sua dimensão. Na conversa ficou ainda o alerta para a importância da qualidade dos dados gerados por IA e para a relevância de trabalhar com conteúdos selecionados. Este episódio está inserido no Podcast Agricultar disponível em todas as plataformas de streaming e também no website.
O Laboratório Vivo da Agricultura 4.1 nasce da vontade de dar continuidade ao trabalho iniciado pelo Laboratório Vivo da Agricultura 4.0. Com uma plataforma online renovada, acessível a partir de qualquer dispositivo, Laboratório Vivo da Agricultura 4.1 incluirá novos módulos de capacitação, casos de sucesso e contributos de especialistas de várias áreas. O objetivo é garantir conteúdos práticos e aplicáveis à realidade dos Jovens Agricultores e dos Jovens Empresários Rurais.
A operação Laboratório Vivo da Agricultura 4.1 é apoiada pelo programa COMPETE20230 – Programa Temático Inovação e Transição Digital, fundo FEDER, pelo Portugal 2030 e pela União Europeia. Os Fundos Europeus Mais Próximos de Si.
Fonte: AJAP











































