A Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) vai receber 26 milhões de escudos (236 mil euros) da respetiva federação internacional para treinar a população a antecipar efeitos de secas, anunciou hoje.
A CVCV e a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) vão firmar “um protocolo de ação antecipada, destinado a reforçar a preparação das comunidades cabo-verdianas e a reduzir os impactos da seca no país”, anunciou em comunicado.
“No âmbito deste protocolo, a CVCV receberá um financiamento de cerca de 26 milhões de escudos” a utilizar “ao longo de dois anos para desenvolver ações de preparação, prevenção e intervenção antecipada”, informou.
As comunidades vão ter listas de medidas a tomar face a critérios de ativação, indicadores de risco a acompanhar e níveis críticos.
Dependendo dos riscos identificados e das necessidades das populações, as medidas poderão incluir apoio aos agricultores e criadores de gado, proteção dos recursos produtivos e transferências monetárias antecipadas.
Além da proteção dos bens e rendimentos familiares, a abordagem procura diminuir o sofrimento humano e psicológico associado à perda de colheitas, animais e outras fontes de subsistência.
Cabo Verde é um arquipélago árido, com um baixo regime de precipitação anual, concentrado entre agosto e outubro.
O Governo cabo-verdiano admitiu no início de setembro a possibilidade de acionar programas de apoio a famílias rurais afetadas pela falta de chuva, que já provocou a perda de algumas áreas semeadas.















































