Uma horta vertical de agricultura urbana instalada no Campus de Campolide, em Lisboa, concluiu a 15 de outubro a primeira colheita, com cerca de 80 quilos de alimentos frescos produzidos sem solo em quinze torres de cultivo.
A iniciativa integra o projeto NOVA Bela Flor e junta a NOVA IMS, a Upfarming e a comunidade do bairro.
Da primeira colheita saíram alfaces verdes e roxas, espinafres, rúcula, salsa e coentros, que seguem agora para a comunidade académica e para o Centro Social e Paroquial de Santo António de Campolide.
A horta vertical assenta em aeroponia: as raízes recebem diretamente a água e os nutrientes de que precisam, sem necessidade de solo. Segundo os promotores, o resultado é um sistema compacto e eficiente no uso da água, que mostra como a produção de alimentos pode ganhar espaço em zonas urbanas densamente construídas.
O projeto está a transformar espaços de Campolide em locais de agricultura urbana, aprendizagem e colaboração, lê-se na nota de imprensa. Voluntários da comunidade académica acompanham o crescimento das plantas, cuidam das torres e participam nas colheitas, num modelo que junta estudantes, docentes e moradores do bairro.
“Com o NOVA Bela Flor, queremos criar oportunidades de colaboração entre a nossa comunidade académica e os nossos vizinhos, em áreas tão diferentes como a alimentação, a sustentabilidade ou as competências digitais. Esta horta é uma dessas oportunidades”, afirma Miguel de Castro Neto, diretor da NOVA IMS.
A horta é uma das iniciativas do NOVA Bela Flor, aprovado no âmbito do programa BIP/ZIP Lisboa 2025 da Câmara Municipal de Lisboa. O projeto é promovido pela Upfarming e tem como parceiros a NOVA IMS, que é também cofinanciadora, a NOVA Medical School, o Banco Alimentar Contra a Fome, a Agrofloresta da Bela Flor e a Associação de Estudantes da NOVA IMS.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.















































