Agricultura no Alentejo: menos explorações, mas mais área plantada

Agricultura no Alentejo: menos explorações, mas mais área plantada

Entre os recenseamentos agrícolas de 1989 e 2009 o Baixo Alentejo registou uma redução no número de explorações e um aumento da superfície agrícola utilizada (SAU). Os dados são avançados ao “CA” pela ministra da Agricultura, que revela que em 2009 havia menos 3.720 explorações agrícolas na região face a 1989, mais 10,4% de área utilizada, num total de 60.873hectares.

“Em todos os concelhos do Baixo Alentejo, à excepção de Almodôvar (menos 9.243hectares), houve aumento na SAU entre estes dois períodos. Beja, Alvito e Moura contribuíram, no conjunto, com um aumento de 41.500hectares. E a área média das explorações agrícolas cresceu cerca de 24 hectares, passando de 44 em 1989 para 68 em 2009”, observa Maria do Céu Antunes.
De acordo com a governante, “a entrada em funcionamento do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva permitiu aumentar as condições de competitividade deste território [do Baixo Alentejo], designadamente uma actividade agrícola associada a explorações de média e grande dimensão, muito orientada para o mercado, com sistemas de rega modernos que incorporam as atuais preocupações ambientais”.

Maria do Céu Antunes vinca ainda que, “no que se refere às alterações na ocupação cultural, no Baixo Alentejo, entre 2009 e 2018, verificou-se uma redução, para menos de metade, na área de trigo e de girassol”.

“Neste mesmo período a área de cevada e de tremocilha aumentou. Mas o aumento mais significativo verificou-se na área de milho, de olival de regadio e de amendoal, também ele de regadio”, revela, para logo acrescentar que “esta evolução tem contribuído para o crescimento da agricultura no Alentejo, cujo Valor Acrescentado Bruto (VAB) cresceu mais de 25% nos últimos 10 anos”.

O artigo foi publicado originalmente em Correio Alentejo.

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