O Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambinete e Proteção Civil (SinFAP) anunciou hoje uma greve ao trabalho suplementar dos sapadores florestais da Portucalea – Associação Florestal do Grande Porto, a começar a 20 de julho e por tempo indeterminado.
Em comunicado, o SinFAP dá conta deste “apelo urgente à valorização da profissão” dos sapadores florestais, com uma luta que abrange todo o trabalho fora do período normal de trabalho e é enquadrada como “um grito de revolta de profissionais”, que pretendem valorização “salarial e profissional”.
“Ano após ano, asseguram uma missão essencial na proteção da floresta e das populações, mas continuam a ser confrontados com salários baixos, falta de reconhecimento e uma constante desvalorização por parte das entidades empregadoras”, pode ler-se na nota hoje enviada às redações.
A greve acontece no verão, “quando o risco de incêndio é mais elevado”, reconhece o SinFAP, numa altura em que o trabalho dos sapadores florestais “se torna mais visível para a sociedade”, para poder “alertar a entidade patronal, o Governo e todos os decisores políticos” para a necessidade de “valorização salarial e profissional compatível com a importância das funções que desempenham”.
Segundo o SinFAP, trabalham naquela associação privada “cerca de 15 sapadores florestais”, que recebem o salário mínimo nacional e pretendem ver aumentado o salário, além “da negociação do subsídio de risco” numa profissão e trabalho que prepara o terreno para a época de maior calor.
“Se não são eles a andar lá, quem é que vai andar?”, questiona o presidente do sindicato, Alexandre Carvalho.
No comunicado, “o SinFAP reafirma que os sapadores florestais são um recurso estratégico do país e uma das mais importantes ferramentas ao serviço da prevenção e do combate aos incêndios rurais”.
“Sem trabalhadores devidamente valorizados, motivados e justamente remunerados, fica comprometida a capacidade de resposta de um sistema que depende, em larga medida, da sua dedicação e profissionalismo”, acrescentam.
Fundada a 1997, a Portucalea é uma associação privada de proprietários e produtores florestais, sem fins lucrativos e de utilidade pública, que trabalha em Porto, Gondomar, Valongo, Vila do Conde, Maia, Póvoa de Varzim, Espinho, Matosinhos e Vila Nova de Gaia.












































